Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 19/10/2020
O princípio kantiano de autonomia é a capacidade do indivíduo de, a partir de seus conhecimentos, chegar às próprias conclusões morais, para tal, deve ser capacitado à entender informações expostas e julgá-las racionalmente. Contudo, de acordo com IBGE, são 30% dos brasileiros incapazes de compreender profundamente a leitura, apresentando notória disparidade entre Norte e Sul. Dessa forma, alternativas para o analfabetismo funcional devem ser tomadas pensando nos agravamentos dos problemas regionais e sociais de cada contexto.
As diferenças regionais são históricas, nascidas no século XVIII. Com a economia colonial baseada no ouro, um processo de decadência iniciou-se no Nordeste, levando tanto o dinheiro como o interesse da metrópole também à outras regiões. Desde então a metade Norte foi depreciada e ignorada até a República começar a tomar iniciativas sociais. Assim, criou-se um problema real devido à falta de investimentos públicos: menos escolas e mais problemas sociais.
Ademais, a metade Norte enfrenta problemas mais alarmantes como falta de recursos básicos e pobreza. De acordo com o Banco Mundial, 43% dos nortistas e 40% dos nordestinos ganham menos que um salário mínimo, já sulistas e paulistas não ultrapassam 20%. Logo, justifica-se o pior nível educacional com a maior dificuldade de alunos inapropriadamente alimentados e desestimulados têm para aprender.
Em suma, lidar com com o analfabetismo funcional no Brasil engloba problemas historicamente construídos nas bases da nação. Portanto é interessante que o Governo Federal, pelos ministérios de Desenvolvimento Regional e Infraestrutura, trabalhe cooperativamente com os Governos Estaduais mais atingidos, em um plano de longo prazo no investimento em infraestrutura básica, construindo escolas, teatros e bibliotecas, asfaltando ruas e distribuindo água e energia para mais residências. De tal forma dando a mais brasileiros autonomia de pensamento e garantindo sua liberdade.