Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 07/12/2020

Na obra “A República”, do filósofo grego Platão, é retratada uma sociedade perfeita, na qual a educação exerce um papel importante para a formação do ser racional e crítico. Entretanto, tal função não é observada na contemporaneidade, visto que o analfabetismo funcional no Brasil apresenta barreiras, como qual dificultam os planos platônicos. Nessa perspectiva, cabe pontuar tanto a falta de auxílio familiar no processo educativo quanto a escassez de bibliotecas públicas em zonas marginalizadas como fatores desse contexto, a fim de revertê-los.

Convém, a princípio, ressaltar que ausência da família no processo de alfabetização amplia a problemática, tendo em vista o mínimo contato com a leitura em casa. Sob essa ótica, consoante ao pensamento do sociólogo Émile Durkheim, “a educação é uma socialização da jovem geração pela geração adulta”. Isso significa que os papeis dos pais na formação do ser é de grande relevância, caso não haja a participação deles, o imberbe fica a mercê da ignorância, uma vez que não possua o apoio de seu núcleo formador e nem o treinamento do habito de ler.

Ademais, outro ponto que vale salientar é a questão da falta de infraestrutura educacional que garanta o livre uso das obras literárias. Desse modo, de acordo com o artigo 6º da Constituição Federal de 1988, é direito universal de todos os brasileiros o acesso à educação e ao bem-estar social. Contudo, tal lei não é assegurada e o analfabetismo funcional se mantem, posto que nas regiões mais carentes o público juvenil só possui o acesso aos livros arcaicos e desatualizados, além de um ensino de incapaz de forma-los como cidadãos.

Urgem, pois, medidas para sanar esse impasse. Logo, cabe ao Tribunal de Contas da União, em conjunto com o Ministério da Educação, estabelecer novas bibliotecas em zonas carentes e distantes dos centros urbanos. Essa iniciativa aconteceria por meio de um projeto pedagógico de incentivo a leitura que teria como tema de divulgação social: “Aprender a ler”, além de contar com a participação de professores e sociólogos, a fim de solucionar o analfabetismo funcional e promover o direito presente na carta magna.