Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 17/02/2021

A chegada dos portugueses ao Brasil no século XV marcou o início de novas formas de interação com o conhecimento linguístico, uma vez que por conta da comunicação necessária entre índios e colonizadores, a língua portuguesa que é conhecida atualmente no Brasil começou a ser desenvolvida e alguns anos depois, o processo de alfabetização foi iniciado. Todavia, este processo não vem sendo desenvolvido de modo plenamente eficaz, visto que devido à negligência por parte dos cidadãos, a incapacidade de interpretar textos simples, conhecida como analfabetização funcional, vem crescendo de forma alarmante no país, gerando indivíduos alienados que não usufruem de sua efetiva liberdade.

Primordialmente, é importante dissertar sobre a negligência em relação ao problema por parte da família, do Estado e da escola - entidades que deveriam atuar de forma ativa na prevenção da formação de analfabetos funcionais. Para mudar a situação do analfabetismo funcional, é viável que a mudança seja iniciada com os jovens e as crianças, que precisam receber orientações dos agentes supracitados. Nesse sentido, é possível associar tal situação com a ideia do autor José Saramago, que em sua obra “Ensaio sobre a cegueira” enfatiza e critica por meio de metáforas que a falta de ética, o egoísmo do ser humano e a negligência em relação aos problemas coletivos é a verdadeira adversidade que agrava os problemas sociais.

Em consequência disto, os indivíduos são privados de usufruir o senso crítico e de desenvolver a habilidade de interpretação que é de grande valia para a obtenção do conhecimento. De acordo com os iluministas Diderot e D’Alembert, autores da “Enciclopédia”, o conhecimento e a educação são fundamentais no combate à alienação dos cidadãos, garantindo aos mesmos sua efetiva liberdade. Por esse ângulo, é possível inferir que os analfabetos funcionais são privados de exercer sua liberdade, uma vez que a ausência da habilidade e competência na leitura e na produção de textos prejudica todos os outros processos de aprendizagem e aquisição de conhecimento.

Portanto, intervenções são necessárias para amenizar o impasse. Logo, o Ministério da Educação deve conscientizar a população e tomar medidas preventivas para que o número de analfabetos funcionais no Brasil diminua, por meio de eventos regulares, interativos e cativantes nas escolas, que incentivem a leitura ativa e reflexiva, e a interpretação textual a fim de fornecer aos cidadãos a chance de adquirir o conhecimento e sua efetiva liberdade. Os eventos deverão incluir feiras literárias, palestras e conversas com pais e mestres que impulsionam a busca do senso crítico e da aprendizagem. Dessa forma, o analfabetismo funcional será gradativamente reduzido no país.