Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 29/10/2020

Com a Revolução Industrial, a educação passou a se voltar para o desenvolvimento de habilidades rentáveis às indústrias. Nessa lógica, observa-se que o foco nessas diretrizes impossibilita o completo desenvolvimento das astúcias educacionais dos alunos, tornando-se um problema expressivo, ao potencializar o número de analfabetos funcionais no país. Destarte, deve-se debater acerca do déficit educacional e da insuficiência legislativa com relação ao eixo problemático.

Nesse Contexto, é visível que a falta de abordagem educacional a temáticas que possibilitem o completo desenvolvimento dos alunos da educação básica contribuem diretamente para o âmbito de amplo analfabetismo funcional em meio à população. Nessa lógica, de acordo com Sêneca, “a educação exige os maiores cuidados, pois influi sobre toda vida”. Sob esse prisma, é evidente que a sobrecarga de conteúdos técnicos impede a contemplação educacional de valores fundamentais para a vida humana, em todos os aspectos, promovendo a ignorância civilizatória a um déficit funcional na alfabetização. Desse modo, nota-se a contradição do cenário educacional brasileiro com relação ao idealismo de vitalizar-se a educação, previsto por Sêneca.

Outrossim, evidencia-se que há um lapso na Legislação brasileira, no que diz respeito, ao não cumprimento da garantia que relaciona o dever estatal com o acesso populacional a uma educação pública de qualidade, prevista na Constituição Nacional de 1988. Sob esse espectro, é evidente que a falha do Poder Legislativo em fiscalizar as ações do Poder Executivo corrobora para que este não execute as medidas previstas em lei que visam melhorar a educação pública no Brasil, tornando-se lacunar, as alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil. Dessa maneira, expõe-se a necessidade de reparar-se as lacunas legislativas para que a garantia da Carta Magna possa ser plenamente executada.

Portanto, é substancial a tomada de medidas para que o analfabetismo funcional deixe de ser uma realidade no país. Em suma, cabe ao Ministério da Educação, junto às escolas-maiores responsáveis pela formação do intelecto humano-, inserir na Base Nacional Comum Curricular, por meio de debate com profissionais do ramo educacional, conteúdos que visem contemplar todas as áreas do conhecimento de forma igualitária, de modo que as pessoas passem a ter amplo repertório com relação a tudo o que diz respeito às interações humanas, e não apenas aquilo que é mais rentável ao capitalismo. Dessa forma, a influência da Revolução industrial no meio educacional deixará de causar impactos na alfabetização dos indivíduos.