Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 04/11/2020

Analfabetismo funcional é a inabilidade de interpretar corretamente textos simples, ainda que o indivíduo saiba ler e escrever. No Brasil, cerca de 68 % da população é vítima desse infortúnio, segundo dados do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística. Isso porque, na educação brasileira, os estudantes são pouco estimulados a desenvolverem habilidades e competências de leitura. Ademais, a gramática normativa ainda é mais valorizada, em detrimento da interpretação e da compreensão textual. Em primeiro plano, é necessário substituir a ideia arcaica de que a biblioteca é um lugar para guardar livros, por um espaço moderno propício a socialização, interação artística e tecnológica ajuda a motivar a leitura reduzindo o analfabetismo funcional. Porém, a falta de investimentos e o desinteresse governamental prejudica a reestruturação desses espaços, como evidenciado após o fechamento temporário das três bibliotecas parques devido a falta de repasse financeiro a instituição administradora. Inviabilizando, desta forma, o acesso de milhares pessoas ao conhecimento. Além disso, é notório, nos dias atuais, que pessoas analfabetas se sentem constrangidas por não serem alfabetizadas e por já terem sido privadas historicamente de votar em eleições políticas após a Proclamação da República. Entretanto, é válido salientar que pessoas desanalfabetizadas possuem noção de como a sociedade encontra-se e inclusive de como o cenário político e as condições de vida estão ruins, isso significa de que estas são capazes, independentemente da sua falta de alfabetização, de votar e de serem respeitados. Fica clara, portanto, a necessidade de enfrentar essa situação. Por isso, o MEC deve priorizar o revigoramento das escolas, por meio de uma maior disponibilização de verbas, programas pedagógicos e treinamentos que promovam o desenvolvimento funcional do ambiente escolar e a valorização do pensamento crítico. Outra medida, convém à Secretaria de Educação de cada município, a qual deve investir na construção de bibliotecas dentro e fora das escolas. Desse modo, os jovens estudantes terão, respectivamente a cada alternativa, tempo e espaço para se dedicarem mais à leitura e a escrita funcionais.