Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 29/10/2020
Leio, logo entendo…mas depende.
Hodiernamente, apesar de se caracterizar como crescente potência econômica, o Brasil, infelizmente, apresenta uma imensa deficiência em relação à educação de seus cidadãos, uma vez que as taxas de analfabetismo funcional estão cada vez maiores e significativas no país. A base de uma boa sociedade é o ensino básico, para que as pessoas ao menos saibam compreender um texto simples, portanto a alfabetização necessita ser mais abrangente a fim de que esses índices analfabéticos diminuam.
À medida com que o capitalismo - sistema econômico com base no acúmulo de bens - cresce, a diferença entre as classes sociais também aumenta. A educação, erroneamente, passou a ser um privilégio e não um direito, uma vez que a alfabetização de qualidade está privatizada e apenas pessoas com boas condições financeiras conseguem proporcionar esse conhecimento para as novas gerações. Por mais que os cidadãos possuam a capacidade de ler e escrever, muitos possuem analfabetismo funcional, por não conseguirem interpretar textos, por mais simples que sejam. Segundo o Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (Inaf), cerca de 30% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são analfabetos funcionais, ou seja muitos brasileiros ainda não fazem ideia de como analisar um simples trecho ou até mesmo uma frase.
Visto que pouquíssimas pessoas possuem um domínio para a interpretação da língua portuguesa, a frase: “Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem”, do poeta brasileiro Mário Quintana, demostra que o real analfabetismo não está relacionado à capacidade de um ser humano de ler e escrever, mas sim na competência de entender oque foi lido e a maneira com que o texto está sendo analisado. A alfabetização é um direito e não um privilégio, ela necessita ser algo que abrange todos os cidadãos brasileiros e não somente uma pequena parcela da sociedade.
Em suma, para que os índices de analfabetismo funcional diminuam e toda as pessoas do país consigam ter um domínio na escrita e leitura formal da língua portuguesa, a priori, o Governo deverá investir mais no ensino público, uma vez que o mesmo é a base para a construção de uma sociedade hábil e eficiente. Além disso, o Estado deverá criar campanhas de conscientização e espalhar cartazes em lugares de grande movimentação, como metrôs, universidades, entre outros; apoiando os cidadãos, principalmente as crianças, a não desistirem de seus conhecimentos e de sua escolaridade. Portanto, o país ficará cada vez mais harmonizado, justo e uma maior parcela terá a alfabetização e educação como um direito, e não como um privilégio, de maneira correta e igualitária.