Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 30/10/2020

Letrados analfabetos: o paradoxo do século XXI.

Define-se como analfabetismo, palavra originada do latim, a condição de não saber ler nem escrever. Porém, este adjetivo é utilizado popularmente para designar indivíduos que carecem de aprendizado da língua, seja na sintaxe, gramática ou até em interpretação de textos simples, os chamados analfabetos funcionais. Portanto, o analfabetismo além de ser um problema em si, pode gerar diversas consequências negativas em contextos de interpretação e compartilhamento de informação de modo errôneo e deve ser combatido através do incentivo e acesso à educação.

De início, é notório destacar que o analfabetismo funcional passa, muitas vezes, despercebido no contexto das mídias sociais em que milhares de informações são transmitidas a cada segundo. Desse modo, pela má interpretação de notícias são compartilhadas cada vez mais “fake news”. Outra razão é o fato de os criadores desses conteúdos caluniosos utilizarem de um vocabulário falsamente científico, com palavras rebuscadas, manipulando o leitor leigo.

Por outro lado, mesmo que  a “Constituição Cidadã” promulgada em 1988 alegue que todo cidadão tenha direito ao acesso à educação, o letramento , por si só, não faz com que os indivíduos sejam capazes de analisar e interpretar, como proferido pelo pedagogo Paulo Freire: “Sem um fim social o saber será a maior das futilidades”.

Dessarte, é necessário que o governo, além de promover o acesso ao letramento e alfabetização de qualidade a todos os cidadãos, realize campanhas de conscientização através de publicações nas mídias sociais- jornais, canais televisivos e redes sociais- que alertem a população sobre a importância da educação e interpretação, formando assim indivíduos com pensamento crítico e combatendo a alienação.