Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 01/11/2020
Não é surpresa o brasileiro comum saber que a nação brasileira é muito pobre no quesito de educação escolar. Entretanto, é surpreendente descobrir que, mesmo sendo precário na interpretação de textos, o analfabeto funcional representa uma grande parcela no compartilhamento de informações (normalmente falsas) nas redes sociais.
Segundo a Inaf (Indicador de Alfabetismo Funcional), no WhatsApp não há diferença de uso entre os grupos divididos por nível de alfabetização: enquanto 99% dos alfabetizados enviam mensagens escritas, o índice é de 92% entre os analfabetos funcionais. De acordo com Pollyana Ferrari, professora da PUC-SP, o cidadão brasileiro aderiu integralmente o WhatsApp por ser uma plataforma gratuita que substituiu o SMS, que é cobrado pelas operadoras.
Ademais, no contexto digital pessoas com baixo nível de alfabetismo ficam mais vulneráveis à desinformação mediante memes e imagens editadas usadas em contexto falso. Por esse motivo que para a especialista norte-americana Christine Nyirjesy Bragale, é necessário primeiro garantir que as pessoas, independentemente de seus níveis na leitura, compreendam que a desinformação pode vir por diferentes vias, incluindo notícias manipuladas e vídeos falso que se espalham rapidamente pela web.
Dessarte, o MEC (Ministério da Educação) deve reforçar o nível de educação ensinada nas escolas públicas, adaptando-a para contexto da era digital. Com um aluno com um nível mais coloquial capaz de entender ironia, interpretar textos e capaz de distinguir fato de opinião é o que irá diminuir a crescente onda de fake news advinda do analfabetismo funcional.