Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 04/11/2020

Obstáculos da educação

O termo ‘’Analfabetismo funcional’’ foi criado na década de 1930, nos Estados Unidos, durante o período da Segunda Guerra Mundial. Ele é usado para indicar indivíduos que apresentam dificuldades na leitura e interpretação de textos, na criação de um raciocínio crítico lógico e na argumentação, sendo que isso está presente em pessoas de todas as faixas etárias. Alguns fatores que agravam ainda mais essa questão são a falta de incentivo a leitura e a má qualidade do ensino público, tornando essa falta de domínio na leitura, escrita e cálculos algo extremamente nocivo para a sociedade, visto que cria cidadãos sem criticidade, que podem ser facilmente manipulados e enganados, além de ampliar a desigualdade social. Desse modo, fica evidente que são necessárias mudanças na esfera educacional do país, de modo que ocorra um incentivo governamental, ocasionando em uma melhora no ensino básico brasileiro.

Um exemplo de como o analfabetismo funcional está intimamente relacionado a falta de incentivo a leitura está presente na matéria do ‘’Gazeta digital’’, que explica como a carência de leitura coloca o Brasil em trigésima sétima posição de um ranking de 41 países sobre o nível de compreensão de leitura de estudantes, aumentando o percentual de analfabetos funcionais existentes. Isso ocorre, pois, o hábito de ler aprimora o raciocínio lógico e a interpretação textual, aumentando o vocabulário do ser humano, entretanto, a falta da leitura cria cidadãos alienados, sem capacidade argumentativa. Isto posto, torna-se explícito como alterações no sistema de educação brasileiro, com o intuito de incentivar a leitura contínua, são indispensáveis para a formação de um país mais evoluído.

Ademais, a disparidade entre o sistema educacional público e privado é outro fator que colabora para o analfabetismo funcional, visto que os jovens de escolas públicas, muitas vezes, têm seu ensino negligenciado. De acordo com dados do site ‘’Emiliano Zapata’’, escolas particulares apresentam níveis de escrita e leitura bem mais elevados que os das escolas governamentais, de forma que a escassez de investimento na educação seja um obstáculo na construção de um Brasil alfabetizado. Sendo assim, é necessário que o governo coloque como prioridade o ato de investir no ensino básico, trazendo uma equalidade entre os jovens de diferentes rendas.

Em suma, torna-se irrefutável que o Brasil precisa tomar medidas draconianas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil. Desse modo, o governo deveria, por meio da criação de espaços de leitura públicos, como, por exemplo, em parques e pontos de ônibus, incentivar o hábito de ler, a fim de diminuir as taxas de brasileiros que possuem uma dificuldade em compreender textos. Outrossim, o aumento no número de investimentos acerca da educação é algo primordial para o país.