Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 04/11/2020

Para Émile Durkheim, considerado um dos fundadores das Ciências Sociais, “a educação é uma socialização da jovem geração pela geração adulta”, que deveria seguir em forma de um processo eficiente, buscando o melhor desenvolvimento possível da comunidade na qual a Escola estivesse inserida. Contudo, o chamado analfabetismo funcional surgiu no Brasil devido funcionalidade do sistema de avaliação, também como o modo que o indivíduo se desenvolve dentro da sociedade. Quem se encontra nesta situação tem seu desenvolvimento pessoal, social e profissional comprometido geralmente por fatores ligados à exclusão, discriminação e dificuldade de comunicação.

Vale ressaltar que a má educação de base é consequência da prevalência deste impasse, ou seja, ainda quando criança, é fundamental a necessidade de um bom ensino e educação para uma formação digna e adequada do indivíduo no meio social. Todavia, no Brasil há a presença de escolas com péssimas infraestruturas, com falta de materiais que são essenciais para o mínimo da aprendizagem e, muitas vezes, professores desqualificados. Em vista disso, é evidente que a má formação destas crianças e jovens é vista como um resultado esperado, porém, possível de ser evitado.

Diante disso, é importante colocar em destaque que, segundo o IBGE, cerca de 13 milhões de pessoas maiores de 15 anos possuem tal defasagem na educação e aprendizado, no Brasil. Estes indivíduos caracterizam-se pelo não desenvolvimento das habilidades de leitura, escrita, interpretação de texto e operações matemáticas compatíveis com a escolaridade de um indivíduo. Sob esse aspecto, é notório que a nação se encontra em estado de alerta e, para que esse estado se torne estável, é imprescindível uma reforma no ensino de base, pois, com isso, o problema pode ser resolvido de forma gradual.

Na concepção durkheimiana, quanto mais eficiente for o processo, melhor será o desenvolvimento da comunidade em que a escola esteja inserida. Dessa forma, o letramento é uma das soluções para a erradicação do analfabetismo funcional. Sendo assim, faz-se necessário que o Ministério da Educação, juntamente com o Governo Federal, acrescentem ao currículo escolar disciplinas de leituras, como momentos específicos para ir às bibliotecas e assim, aumentar a curiosidade dos alunos, a fim de que esta prática ajude no letramento com crianças e jovens em idade escolar.