Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 04/11/2020

O sociólogo Emile Durkheim (Émile Durkheim) afirma que, a sociedade moderna é uma solidariedade orgânica, e seu bem-estar geral depende do bom funcionamento de seus vários setores. Porém, atualmente, um desses setores (o setor educacional) se encontra em uma situação deficitária, o que corrobora para que a taxa de analfabetismo agrave no país. Nessa lógica, fatores de âmbito econômico e social constroem essa tal problemática pertinente desde os primórdios do Brasil.

Inicialmente, pode-se apontar a raiz do analfabetismo funcional brasileiro contemporâneo: o fato de que as pessoas lerem cada vez mais conteúdos sem qualidade é um grande equívoco, pois não estão utilizando a leitura como um meio de aprendizagem. Apenas voltado para entretenimento, ou seja, as pessoas leem mais revistas de fofoca, esporte e lazer do que obras literárias, portanto o problema não é a falta de mídia e editoras no país, mas a qualidade do conteúdo que os brasileiros escolhem ler. Isso não é favorável ao seu desenvolvimento crítico e intelectual.

Vale citar também, outra das diversas causas desse índice estrondoso, a tecnologia avassaladora no mundo moderno. Atualmente, o brasileiro se comporta e comunica com sua televisão, seus celulares, e os demais dispositivos tecnológicos que sugam o tempo.  Além disso, a falta do habito de leitura e o desenvolvimento de raciocínios contínuos são os motivos do analfabetismo funcional. Isto ocorre por conta de que os indivíduos, geralmente, não precisam fazer pesquisas e não têm interesse em ler livros. Segundo dados do Instituto Pró-Livro, 44% da população brasileira não consegue ler livros e lê em média 1 livro por ano.

Em suma, depreende-se, que o analfabetismo funcional é prejudicial e precisa ser reduzido. Para isso, é importante que as escolas invistam em mais aulas de interpretação e produção de textos e imponha a leitura e resenha obrigatória aos alunos de pelo menos um livro por mês. Por conseguinte, estes criarão o hábito de leitura e desenvolverão suas habilidades interpretativas desde cedo para que no futuro não se tornem analfabetos funcionais. Ademais, o Governo junto à mídia devem promover campanhas de doação de livros e encontros em praças com professores para auxiliar a comunidade sobre a importância de ler, devem fazer isso em prol da leitura e a fim de estimular os mais velhos, principalmente os que não frequentam mais a escola a lerem para não serem analfabetos funcionais.