Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 04/11/2020
Em um mundo tecnológico e digital, a maioria da população faz o uso das redes sociais, independente da classe social. Um meio de fácil acesso que contribui para a socialização dos indivíduos. Contudo, não são apenas alfabetizados que utilizam esses meios de comunicação. Uma pesquisa da Inaf, feita no Brasil, mostra que cerca de 86% dos analfabetos funcionais utilizam o WhatsApp, 72% são adeptos ao Facebook e 31% tem uma conta no Instagram. Com esses dados, é demostrado a participação dessa porcentagem da população brasileira na sociedade digital, porém, algo que era para ser relevante e motivador, se tornou uma preocupação nacional. Pela falta de criticidade e dificuldade de entender textos, esses indivíduos tendem a compartilhar e acreditar nas “fake news”, que são alvo de discussões em todo o mundo.
Os analfabetos funcionais não são somente os analfabetos absolutos, ou seja, aqueles que mal conseguem escrever o próprio nome, mas também os analfabetos rudimentares, aqueles que tem uma melhor capacidade de escrita e leitura, porém ainda muito baixa. O que torna preocupante nos dados, é que em 29% dos analfabetos funcionais, 4% tem curso superior (Inaf). Isso mostra que, até mesmo pessoas em que se espera um alto nível de intelectualidade, essas podem ser manipuladas pelas informações falsas nas redes.
A falta de criticidade nessa parcela da população tem um grande impacto nas decisões populares civis e, em destaque, nas eleições. Um problema que começa na educação básica torna-se mais relevante com o passar do crescimento do indivíduo, que tem dificuldade para se comunicar em atividades básicas e, na fase adulta, não tem tantas oportunidades de conseguir um emprego. Os analfabetos funcionais representam, em grande maioria, a população pobre do Brasil, que está diretamente ligado as condições de escolaridade que tiveram. Assim, com a esperança de conseguir mudar de vida, esses são manipulados pelos políticos carismáticos que prometem inúmeras mudanças, que depois mostram não ser tão efetivas ou nem são cumpridas.
Como um método de resolução do analfabetismo, o Ministério da Educação deve exigir das escolas públicas e privadas um acompanhamento reforçado no Ensino Fundamental, com prioridade ao 1ºano, por meio de aulas de caligrafia, momentos de leitura e atividades que pratiquem a criatividade, com a finalidade de melhorar não só a escrita e leitura, mas também desenvolver a imaginação das crianças, que virão ajudar na opinião crítica durante o crescimento e vida adulta e, também, ajudarão nas condições sociais dessas.