Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 04/11/2020

No Brasil há uma categoria de analfabetismo que atinge a sociedade, os analfabetas funcionais, ou seja, pessoas que conseguem reconhecer números e letras, ler textos, porém, não são capazes de interpretar os mesmos, significando que, eles leem panfletos, bilhetes, notícias, gráficos, mapas mas não compreendem a mensagem transmitida. Tal fato se relaciona com a falta de apoio das escolas na formação do indivíduo crítico, por conseguinte, na vulnerabilidade que os analfabetos funcionais estão expostos a serem manipulados por informações mal interpretadas.

Em paralelo, é essencial que os institutos educacionais se posicionem para além do âmbito de alfabetização primária, e permitam aos estudantes se desenvolverem a fim de se tornarem indivíduos críticos e argumentativos, sabendo analisar as informações para que ocorra total entendimento sobre o assunto. Entretanto, a falta de verba, a incapacitação dos professores - os quais 38,7% da rede pública não possuem formação adequada de acordo com o Censo Escolar de 2015- a carência de infraestrutura e materiais agravam o problema, levando à falta de domínio pleno da linguagem que prejudica tanto questões intelectuais quanto profissionais dos estudantes.

Ademais, segundo o Indicador de Analfabetismo funcional (Inaf), 86% dos entrevistados analfabetos funcionais estão presentes nas redes sociais, pelo fato de serem mais suscetíveis à desinformação, levam a acreditar e a serem disseminadores de notícias falsas pela falta de interpretação e conhecimento sobre o assunto. Dessa forma, esses usuários são manipulados por mensagens de conteúdo enganoso que não são verificados por fontes confiáveis.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas, disponibilizar materiais didáticos, não só para os alunos mas para a sociedade como um todo, como apostilas e e-books, a fim de aprimorar o aprendizado e o gosto pela leitura dos cidadãos, com o objetivo de tornar o indivíduo menos frágil e vulnerável à manipulação, uma vez que o mesmo se capacitará nas questões interpretativas, obtendo uma qualidade de vida mais digna. Outrossim, é essencial que o próprio Ministério da Educação, na condição de responsável pela educação brasileira, certifique-se da capacidade dos professores em exercer seus trabalhos, para que os materiais didáticos sejam instruídos de maneira correta por profissionais de qualidade.