Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 04/11/2020

O Brasil é um país cujas taxas de analfabetismo a partir dos 15 anos já ultrapassam 6,6% da população, aproximadamente 11 milhões de brasileiros não sabem ler nem escrever. Esta circunstância leva ao chamado analfabetismo funcional, fruto de uma sociedade civil brasileira que cresceu sem compreender a importância da educação. Não bastar formas indivíduos que saibam apenas o básico, é preciso que o brasileiro compreenda o que se lê e adquira senso crítico, desenvolvendo a capacidade de opinar e ser um agente ativo na transformação do país.

Em uma busca intrínseca pela origem do analfabetismo funcional, observa-se que as causas se relacionam diretamente com uma postura de comodidade do brasileiro e, de forma coletiva, com a mazela social no que diz respeito ao acesso ao aprendizado escolar . O incentivo tardio à educação fez com que, no momento presente, os esforços estejam voltados para uma solução paliativa referente ao analfabetismo em si, desconsiderando as tantas outras sequelas deixadas por este grande problema. Posto isso, a complexidade de situação está em reduzir as taxas de analfabetismo funcional em um país onde mais de 11 milhões de pessoas não tem a capacidade de formar palavras.

Estes índices de analfabetismo funcional são indicativos claros do quanto o Brasil ainda tem a melhorar. O poder de mudança de um povo que compreende não só textos, mas entende o que acontece em seu redor e não se conforma com o que ainda pode ser aprimorado é explicitado em uma das teses de um importante educador brasileiro, Paulo Freire, ao dizer que “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”. A mudança precisa acontecer na mentalidade dos brasileiros com o intuito de entender que a educação citada diz respeito a formar pessoas que pensam, formar cidadãos que fomentem uma mudança e cada vez mais busquem construir um país mais justo e com melhores condições de vida.

Acerca disso, existe o Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf), uma pesquisa que tem como objetivo mensurar os índices deste cenário no Brasil e incentivar a sociedade civil a um debate público a fim de que sejam viabilizadas ações voltadas especialmente à transformação desse contexto educacional brasileiro. Portanto, sendo a educação um direito fundamental do cidadão garantido pela Constituição, o Inaf e o Ministério da Educação devem promover políticas públicas educacionais voltadas para leitura, como espaços de discussão literária em todas as escolas, públicas ou privadas. Para tanto, é necessário que os professores de todo país recebam uma formação gratuita e seja alinhado uma dinâmica atrativa àqueles alunos que já tem a formação básica, a fim de que eles possam  aprimorar a interpretação de texto desenvolver criticidade a partir destas análises de livros.