Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 04/11/2020
As taxas de analfabetismo no Brasil diminuem gradualmente a cada ano, porém ainda há muitas pessoas que não conseguem compreender textos simples, então são consideradas analfabetas funcionais, pois apresentam dificuldades que podem ser identificadas no cotidiano, um problema que impacta na vida de muitos brasileiros que não desenvolveram a habilidade de interpretação de texto e estão, consequentemente, mais suscetíveis a distribuir ‘fake news’, um outro problema que poderia diminuir conforme a criticidade, adquirida pela análise de texto, fosse melhor desenvolvida.
Atrelado ao fenômeno da globalização, a rapidez na distribuição de informação tem seus pontos negativos, como a formação de notícias falsas, que são facilmente disseminadas com o uso das redes sociais, que usam muito de recursos gráficos para comunicar, tornando a mensagem de mais fácil acesso, o que não significa que carrega uma informação verídica, porém é necessário admitir que informações confiáveis, sobretudo pesquisas científicas apresentam uma linguagem complicada e que não se adequa ao consumido pela massa nas redes, uma situação que pode ser observada nas bolhas das redes sociais que existem por causa de teorias da conspiração.
Outro fator importante que contribui para o analfabetismo funcional é a falta de investimento do governo em educação pública, pois a maior parte da população não tem acesso a isso, algo que foi indicado pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) em relação a desigualdade entre alunos apenas da rede particular que conseguiriam estar próximo das cinco melhores posições, algo que está longe de acontecer, tendo em vista que, o resultado mais recente aponta que o Brasil está entre as três piores colocações, mostrando que o necessário para diminuir as taxas de pessoas analfabetas funcionais é o investimento em educação e divulgação científica.
Destarte, para reduzir o analfabetismo funcional é necessário que o Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), invistam de maneira efetiva na educação pública, de forma que se relacione com acontecimentos do cotidiano, a fim de viabilizar o desenvolvimento crítico e da habilidade de interpretação de texto ao diminuir que notícias falsas sejam compartilhadas nas redes sociais, o investimento deve se dar através de projetos que tenham como objetivo incentivar a busca por conhecimento, com foco em estudantes de escolas públicas, mas sem excluir os da rede privada.