Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 05/11/2020
O analfabetismo funcional domina cerca de 70% da população brasileira que, apesar de alfabetizada, não é capaz de compreender textos maiores do que pequenas frases. Embora não seja um assunto muito comentado, uma vez que não é sempre que o indivíduo reconhece tal incapacidade, afeta drasticamente a realidade vivida no Brasil, já que, para obter conhecimento do que acontece no país e diversas outras coisas da realidade, é necessário obter uma boa interpretação de texto. Logo, no momento em que se é desprovido dessa compreensão, acaba-se gerando uma desqualificação na vida da pessoa, que encontrará mais obstáculos causados por tal dificuldade. Portanto, deve-se impedir que o analfabetismo funcional permaneça crescendo entre os brasileiros.
Nesse contexto, cabe mencionar a frase de Paulo Freire, filósofo e educador brasileiro, na qual afirma que “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. Dito isso, nota-se que há falhas na educação do país, pois a maioria das escolas, apesar de ensinar a ler e escrever, não estimulam o verdadeiro aprendizado: aquele que é fundamental para a vida. Desse modo, muitos brasileiros que acreditam possuir conhecimento o suficiente após obterem diploma de certo nível de escolaridade enfrentam adversidades inesperadas, como o desafio de interpretar um texto mais complexo do que os que lhe foram dados antes.
Com isso, é possível citar o baixo investimento na educação brasileira, grande influenciador desse problema. Sem receber os devidos recursos voltados à sua estrutura e capacitação de profissionais da área, há um despreparo para ensinar uma alfabetização funcional, além de muitas outras coisas precisas para o conhecimento humano, o que prejudica diretamente o desenvolvimento dos alunos. Com baixa influência da leitura e do raciocínio do próprio indivíduo nas escolas, serão formadas cada vez mais pessoas incapazes de interpretar textos maiores que pequenas frases, desse modo, é necessário que haja uma mudança para que isso não se torne um problema ainda maior no futuro.
Dessarte, no intuito de reduzir o número de pessoas analfabetas funcionais no Brasil, é preciso que o Ministério da Educação priorize a consolidação os ensinamentos nas escolas, para isso, criando atividades voltadas especialmente para o desenvolvimento funcional do aluno, também influenciando o pensamento crítico e a leitura. Outrossim deverão ser construídas bibliotecas públicas em diversos locais das cidades, garantindo que todos tenham oportunidades de desenvolver o hábito de ler e interpretar textos, indiferente da região em que a pessoa mora e suas condições financeiras.