Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 04/11/2020
Ao fazer uma análise da sociedade, busca-se descobrir as causas do alto índice de analfabetismo funcional no país. Apesar de ser associado à baixa escolaridade, é encontrado também em indivíduos com o ensino fundamental e médio completos; em consequência disto, nota-se que a procedência do problema é múltipla e se divide entre a má qualidade do ensino básico e a falta de incentivo nos estudos.
Os cidadãos denominados como analfabetos funcionais, são aqueles que apesar de reconhecerem letras ou números, não são capazes de interpretar um texto ou até mesmo realizar um simples cálculo de matemática. Ao contrário do que muitos acreditam, este é um problema extremamente sério que afeta mais de 38 milhões de pessoas no Brasil, aponta o Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf). Ainda convém lembrar que está é uma barreira que prejudica tanto crianças quanto idosos, em sua grande maioria de baixa classe social.
Segundo a Unesco, em 2018 haviam 260 milhões de crianças e adolescentes não matriculados nos colégios; independente do investimento que o governo afirma aplicar na educação básica, é perceptível as falhas nela presente e as consequências que a falta dela produz. Assim como o educador e filósofo brasileiro Paulo Freire já disse, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” Tendo em vista este pensamento, podemos afirmar que a falta de melhorias e versatilidade no ensino aflige seriamente o futuro das próximas gerações. Outro fator que corrobora a ideia de Paulo Freire é a média de livros lidos por pessoa ao ano, recentemente foi divulgada uma pesquisava que afirma que um cidadão lê em torno de 2 livros anualmente, e os resultados apenas pioram com o passar do tempo.
Em virtude do que foi mencionado, é preciso que o governo brasileiro juntamente com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura invistam em cursos gratuitos para pessoas de todas as idades que queiram voltar a estudar, oferecendo opções de horários diversos e profissionais dispostos a auxiliar nas dificuldades de aprendizado. Além disto é importante que haja um incentivo maior nas escolas, por isso deve ser aplicado uma semana literária ou clube do livro, que priorize o gosto pela leitura e estimule os estudantes a conhecerem cada vez mais o mundo mágico que os livros podem oferecer. Espera-se que futuramente com tais medidas sendo tomadas, consigamos resultados positivos em relação a educação no Brasil e uma diminuição na taxa de analfabetismo funcional.