Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 05/11/2020
Com o intuito de que todos tenham uma educação decente, desde 1934 o ensino se tornou obrigatório e gratuito no Brasil, mas este objetivo se tornou falho com a falta de incentivo e estudo de qualidade que os alunos recebem, aumentando o número de analfabetos funcionais no país.
Como prova desta ferida que está marcada no ensino brasileiro, uma pesquisa do Ibope Inteligência em 2018 mostra que 28% da população é composta de analfabetos funcionais, ou seja, 38 milhões de pessoas. Este número imenso de pessoas é o resultado de uma era de más administrações do Ministério da Educação, que acelera o processo para que um aluno termine logo o ensino para entrar no mercado de trabalho. No mesmo ano o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) indicou que o Brasil, com estudantes de em média 15 anos, tem baixa proficiência em matemática, ciências e na leitura também, esta que acaba afetando as outras, pois o analfabeto funcional, por não ter capacidade de interpretar um texto completamente, acaba errando em outras matérias, se tornando em um efeito dominó. Ao ficarem mais velhos, aqueles que já eram analfabetos nas escolas, ao saírem contribuem com a proliferação das ¨fake news¨ também.
Para reverter a situação, deveria ocorrer através de um processo de anos para assim surtir o resultado. Através de campanha feita pelo Ministério da Educação incentivando a leitura para todos, com um apoio para as escolas, sugerindo a prática de mais exercícios realizados em sala com a presença do professor, junto com palestras gratuitas para atingir um público mais amplo, principalmente os pais, para modificarem seus comportamentos e começarem a dar apoio as crianças em casa também. Por ser um processo demorado, ia ser necessário um aumento do dinheiro investido para a realização destas práticas e para as instituições de ensino também.