Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 05/11/2020

O analfabetismo funcional é caracterizado por uma pessoa ter dificuldade em interpretar e entender textos simples, podendo compreender algumas palavras, números e letras. Nesse sentido, esse obstáculo pode ser relacionado a falta de motivação e estruturas no ambiente escolar e a precária qualidade de ensino. Esse problema afeta muitos brasileiros, e procurar alternativas para contorná-lo é essencial para que diminua o número de analfabetos no Brasil, como também para que haja mais oportunidades para esses indivíduos no mercado de trabalho.

A priori, a escolaridade é um fator importante que pode determinar o nível de alfabetização de uma pessoa. Entretanto, frequentar a escola não significa que os alunos conseguem ler e escrever sem problemas, uma vez que com um ensino precário os indivíduos tem mais chances de não aprender e terminarem o ensino médio com dificuldades na leitura e compreensão. Outrossim, essa ideia acaba sendo refletida nos dados apresentados pelo site de notícias Todos pela educação, mostrando que de acordo com o Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional, cerca de 30% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são analfabetos funcionais. Logo, é possível entender que a educação é um dos principais fatores que contribuem para essa adversidade, e que deve ser melhorado.

Ademais, o ensino insatisfatório atrelado a falta de motivação, afeta a educação das pessoas, que não tem um incentivo para aprender a ler, escrever e compreender o que é transmitido. A falta de estrutura nas escolas como, por exemplo, a falta de laboratórios de ciências e informática, de uma biblioteca atualizada e que incentiva a leitura, quadras esportivas e disciplinas extracurriculares, não beneficiam os alunos de forma alguma, mas acaba sendo um desincentivo na hora de estudar. Além disso, esses fatores prejudiciais podem levar a consequências futuras em relação ao mercado de trabalho, visto que uma pesquisa realizada pelo “ManpowerGroup” indica que 43% das empresas brasileiras tem dificuldade para contratar funcionários pela escassez de funcionários qualificados. Portanto, a falta de trabalhadores qualificados gerada por uma educação precária e sem incentivo deve ser corrigida.

Em suma, melhorar a educação e a falta de incentivo é um caminho alternativo para reduzir o analfabetismo no Brasil. O Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Cultura e a sociedade, deve investir no aprimoramento das escolas e instituições, por meio cartazes e campanhas para incentivar os estudos e a leitura e, com a criação de bibliotecas, já que contém um grande acervo cultural, a fim de que os cidadãos possam enfrentar as dificuldades da escrita e serem incentivados a enfrentar esse desafio.