Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 05/11/2020

Ao analisar a história da humanidade é possível ver que o ensinamento da linguagem era restrita, e somente os que possuíam privilégios o tinham. Ao lado disto estão os altos percentuais de analfabetismo funcional na atual sociedade Brasileira, no qual é uma indicação da desigualdade educacional. Um dos motivos para que isso ocorra é, a baixa qualidade de ensino e a indiferença do Estado diante disso.

Previamente, a educação brasileira é algo muito insuficiente, na generalidade, basta ver a presença de inúmeros problemas, desde estruturais ao ensino básico, mesmo que ao longo dos anos mais recentes, tenha havido uma melhora. Estudos do Instituto Paulo Montenegro realizados em pessoas residentes em áreas de todo o país verificou que 29% das pessoas podem ser consideradas analfabetas funcionais e apenas 12% da população é considera “proficiente”. Isto aponta uma situação alarmante, que desencadeia diversos outros problemas.

Além disto é importante ressaltar que a Constituição Federal de 1988 assegura que é dever do Estado promover o pleno desenvolvimento educacional dos brasileiros, no entanto, há uma ausência de medidas do governo para com a população adulta analfabeta, que tem seu desenvolvimento intelectual, pessoal e profissional prejudicados. Somado a isto está a tecnologia, que causou um tipo de sedentarização na escrita, um exemplo são as redes sociais, no qual as pessoas se comunicam com emojis, imagens, voz, textos muito abreviados e com erros, deixando o texto “normal” de lado.

Por fim, o governo deveria, através de medidas governamentais e incentivos, desenvolver ou estimular métodos que priorizem o letramento, de modo que o analfabetismo funcional seja superado, visto que o letramento é uma prática presente em diversas situações do cotidiano, e ao longo prazo melhorar a situação da educação, com leis e medidas, pois ela é a base para tudo.