Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 05/11/2020
Durante toda a história, o analfabetismo foi algo recorrente dentre as grandes civilizações, desde os povos sumérios, na Idade Antiga, aos servos dos feudos, durante a Idade Média. O entendimento da escrita era socialmente desigual, uma vez que seu acesso estava restrito às elites locais e principalmente ao religiosos, tornando, portanto, a sociedade alienada e facilmente manipulada pelos mais influentes. Entretanto, com o passar dos séculos, a realidade de uma população analfabeta não deixou de existir, principalmente no Brasil, onde, de acordo com o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), aproximadamente 30% da população é considera analfabeta funcional, ou seja, têm limitações para ler, interpretar textos e fazer operações matemáticas em situações do dia a dia. Resultados da a baixa qualidade do ensino e a inoperância estatal.
A educação brasileira, de modo geral, é extremamente precária, principalmente por causa de sua infraestrutura e deficiência no ensino básico, visto que, como apontam dados coletados pelo Inaf, mais de 13% formados no ensino médio são analfabetos funcionais, provando que mesmo após concluir a escola, não há garantias de alfabetização e bom aprendizado. É importante ressaltar que a Constituição Federal de 1988 assegura que é dever do Estado promover o pleno desenvolvimento educacional dos brasileiros, porém o grande número de indivíduos que não conseguem interpretar um texto de forma satisfatória mostra que tais direitos não estão sendo cumpridos.
Ademais, com o advento das tecnologias, da internet e todo aparato informacional, criou-se uma certa sedentarizarão e “relaxamento” em realizar atividades cotidianas. Um exemplo bem evidente disso são as próprias redes sociais, onde há a concentração de informações em alta velocidade e em um curto período de tempo, consequentemente, fazendo seus usuários irem em busca de meios que facilitem suas vidas, a fim de reduzir o tempo e o trabalho gasto em atitudes simples, por meio de siglas, mensagens de áudio, corretores automáticos e digitalização por voz, desta forma, tornando o indivíduo extremamente dependente da tecnologia, retirando sua autonomia e prática, portanto, contribuindo para o analfabetismo funcional.
Em suma, é dever do Ministério da Educação, intervir em escolas publicas e privadas, investindo em infraestrutura em casos de prédios sucateados, realizar profundas reformas curriculares, que, intensificando o ensino básico e reformulando as metodologias pedagógicas, priorizem a interpretação de textos e os cálculos básicos, por meio de novos investimentos na base educacional, a fim de reduzir o analfabetismo dos jovens. Assim, o Brasil estará mais distante da realidade das civilizações dos séculos passados,