Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 05/11/2020
O sociólogo Émille Durkheim espalhou seu pensamento que diria que a sociedade funciona como um organismo vivo, isto é, todos os seus componentes devem viver em harmonia para que seja possível alcançar o equilíbrio geral. A partir disso, menciona-se que Brasil caminha lentamente para atingir uma estabilidade, tendo em vista que, entre as diversas barreiras enfrentadas pela sociedade, a questão do analfabetismo é uma das mais significativas. Sendo assim, não há dúvidas de que o déficit na leitura e na escrita é um desafio no âmbito social.
Atualmente muitos jovens e adultos ainda não conseguem ler e escrever e muitas crianças não conseguem adquirir habilidades básicas de alfabetização. Isso acaba resultando na exclusão de jovens e adultos com baixo nível de alfabetização e de baixa qualificação, na participação plena no mercado de trabalho e também na sociedade em geral. Ao falar em alfabetização ainda se tem o conceito errôneo de que se a pessoa sabe ler e escrever ela é alfabetizada, mas a questão é muito mais profunda, é preciso entender os conceitos de alfabetização absoluta e o considerado analfabeto funcional, que são os indivíduos que, embora saibam reconhecer letras e números, são incapazes de compreender textos simples, bem como realizar operações matemáticas mais elaboradas.
No Brasil, de acordo com dados do IBOPE - Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (2005) há cerca de 14 milhões de Analfabetos absolutos e mais de 35 milhões de Analfabetos funcionais. E de acordo com o INFA - Indicador de Alfabetismo Funcional, 27% da população de 15 a 64 anos são analfabetos funcionais. A partir de dados como esses, pode-se ver que o Brasil é um país que está realmente longe de alcançar o equilíbrio sobre o analfabetismo dentro da sociedade.
Dessarte, para que seja possível alcançar o equilíbrio proposto por Durkheim, medidas brutas terão de ser tomadas. O Governo brasileiro deve, por meio de políticas públicas, fazer valer realmente a lei educacional, investindo na implantação de professores direcionados aos alunos que tem dificuldade na leitura e na escrita com a realização de oficinas de alfabetização, além de promover a criação de projetos socioeducacionais que incentivem a incorporação escolar dos jovens, gratificando-os com bolsas financeiras, com a finalidade de contribuir para o sustento das famílias e ao mesmo tempo reduzir o analfabetismo no Brasil.