Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 05/11/2020
Frutos da alfabetização duvidosa
Sabe-se que grande parte da população brasileira é analfabeta pois não teve condições de estudar, seja por trabalhar desde muito novo ou devido ao fato de algumas áreas não possuírem escolas ou ao acesso ser muito difícil. Entretanto, existem ainda, indivíduos que sabem ler e escrever, mas não conseguem compreender o texto lido ou organizar suas ideias no meio escrito.
Sendo assim, vale ressaltar que, de acordo com pesquisa publicada no Jornal da Record, (da emissora Rede Record) somente 8% das pessoas que possuem diploma de nível superior apresentam o domínio perfeito da escrita e leitura, isto é, 92% da população brasileira se enquadra na classe de analfabetos funcionais.
Portanto, uma vez dito isso, é de fundamental importância que fique claro que analfabetismo é, segundo o Dicionário Aurélio: “Indivíduo que não sabe ler nem escrever; quem não possui instrução formal ou desconhece o alfabeto.”, divergindo da definição dada pela mesma fonte para o termo “analfabetismo funcional”, que é classificado como: “indivíduos que, embora saibam reconhecer letras e números, são incapazes de compreender textos simples”.
Por conseguinte, está explícito que, para tamanho índice de pessoas alfabetizadas de forma incompleta, o sistema brasileiro de educação está debilitado, como apresentado por uma pesquisa realizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), diz que, cerca de 6,8% dos indivíduos que possuem diploma foram alfabetizados por escolas com pontuação 8,5 ou superior em TDE’s (teste de desempenho escolar), em suma, escolas “descentes”. Podendo ligar este fato diretamente à citação do filósofo Immanuel Kant “O homem é o que a educação faz dele”, logo, com uma boa educação, o ser humano é capaz de feitos bem mais complexos que interpretações textuais ou realização de dissertações.
Dessarte, conclui-se que o maior causador do problema de analfabetismo funcional no Brasil é o baixo nível apresentado pelo ensino brasileiro. Sendo assim, para que este problema seja resolvido é necessário que o Governo Federal, como o Presidente da República, através de planos econômicos, libere dinheiro o suficiente para que o ramo da Educação do país se torne competente e possa dar, ao menos, alfabetização decente para as crianças e jovens que habitam este país, afinal, como citado por Nelson Mandela: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.