Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 07/11/2020
O Governo de Getúlio Vargas, na década de 40, foi marcado por intensas mudanças e conquistas de caráter populista, na finalidade de suprir as diferenças sociais. Assim, Vargas sob o poder executivo, elaborou uma nova constituição em que outorgava o direito da educação pública acessível a todos. Desse modo, ao conectar-se esta conquista nacional com a atual situação do ensino brasileiro, percebem-se as problemáticas interligadas abordando temáticas relacionadas aos altos índices de analfabetismo no país.
O processo de formação do Estado brasileiro foi marcado por abundantes desigualdades sociais, refletidas na padronização comercial e industrial vinculadas nas regiões centro-sul do país, ocasionando a elevação do índice de desproporção de renda na sociedade. Sendo assim, as raízes de um passado desigual é refletido na contemporaniedade brasileira. Evidencia-se este fato a condição da desigualdade ser diretamente proporcional a elevada taxa de analfabetismo no país, uma vez que, circunstâncias e dificuldades familiares, desviam-se circunstancialmente da formação básica disciplinar, sendo os mais afetados a população carente do país. Assim, colabora com a desistência do frequentamento escolar sob finalidade de acrescentamento na renda familiar.
Ademais, segundo dados do Mapa do Analfabetismo, chega a ser 3 vezes maior a concentração de pessoas que não sabem ler nem escrever entre as zonas rurais. Nesse contexto, seguindo tal pesquisa, percebe-se a ligação do analfabetismo com as dificuldades atribuídas ao percurso colegial, uma vez que é um desencadeador de desistência da vida escolar, optando pelo trabalho precoce em zonas agrárias.
Portanto, percebe-se a necessidade de solucionar a problemática da desigualdade social através de projetos do Governo Federal que leve industrialização e geração de empregos para as regiões Norte e Nordeste, melhorando, assim, a condição de vida das famílias mais pobres para que possam dar à educação prioridade. Além disso, as prefeituras devem-se atentar a zona rural, asfaltando as estradas e levando transporte coletivo para que as crianças tenham um modo mais simples e seguro de chegar até à escola. A sociedade também deve cobrar tais projetos dos seus governantes através de assembléias e das redes sociais, para que dessa forma o direito a educação seja prevalecido.