Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 09/11/2020

Desde os processos denominados Revolução Industrial e ascensão do capitalismo, a humanidade vem se preocupando mais com a aquisição de bens materiais do que com os problemas sociais. Com isso, surge a problemática das alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil, seja pela negligência governamental, seja pela ineficiência educacional.

Sob esse viés é indubitável que a questão governamental esteja entre as causas. Nesse sentido, o teórico Karl Marx aborda a injusta ação do Estado que atende apenas à classe dominante. Dessa maneira, alienados pelo capitalismo e pelos os valores líquidos da atualidade, alguns governantes negligenciam a necessidade de mudança em relação às alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil. Nesse ínterim, observa-se a falha no aparelho estatal, uma vez que, segundo o G1, apenas 8% da população brasileira entre 15 a 64 anos é capaz de entender e explicar textos literários e nada é feito para mudar essa realidade.

Outrossim, observa-se a ineficiência educacional como um dos fatores desse impasse. Nesse contexto, conforme defendeu o educador e filósofo Paulo Freire, em sua obra “Pedagogia do Oprimido”, a educação infanto-juvenil que é, hodiernamente, ofertada nas escolas configura uma educação bancária, pois muitos cidadãos passam de série com muitas dificuldades de aprendizagem. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 79% dos indivíduos matriculados em instituições públicas e privadas não sabem interpretar textos e realizarem contas de matemática básica, uma vez que é visado apenas à memorização de conteúdos de forma mecânica e pouco identifica os problemas dos alunos.

Em suma, são necessárias medidas governamentais para resolver esse impasse. Posto isso, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação criar um projeto que garanta um ensino de qualidade, a ser entregue à Câmara dos Deputados, por meio de uma lei que determine que pelo menos 80% dos alunos saiam do ensino médio sabendo interpretar livros textuais e resolvendo questões lógicas de exatas. Além disso, nessa mesma lei, obrigará que todas as escolas tenham a participação de psicólogos para identificar os problemas que está afetando o desenvolvimento escolar dos estudantes. Dessa forma, será possível garantir uma educação que, de fato, integra indivíduos e promove a plena construção de conhecimento. Só então seremos uma sociedade que promoverá um ensino  de  qualidade.