Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 16/11/2020

Conhecida como “cidadã”  por ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição Federal foi promulgada em  1988 com a promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que o analfabetismo funcional no Brasil encontra-se como uma falha no princípio da isonomia. Sendo assim, é necessário a busca de medidas para a redução do mesmo, pois possui raízes amargas, seja em virtude da precariedade educacional, seja pelo descaso midiático na divulgação do problema.

Sob esse viés, pode-se apontar o descaso educacional como um dos fatores que corroboram para essa problemática. Pois,  segundo a advogada e politica francesa Cristine Lagarde, em Davos, em 2018, abriu o seu discurso com a afirmação: não estamos adiando os futuro dos jovens mas sim destruindo, partindo dessa premissa, o imediatismo populacional, junto à falta de recursos em escolas, dificulta a condição da leitura e prejudica o indivíduo no mercado de trabalho, por ter dificuldade de interpretação, e até em provas como a do Sistema Educacional do Ensino Médio (Enem).

Além disso, outro forte ponto que se destaca é o abandono midiático na divulgação do problema. De modo que  a população não veja o analfabetismo funcional como um revés social, pois é um problema muitas vezes silenciado.  Segundo o escritor e sociólogo francês Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão, ao passo que a mídia, ao em vez de promover debates que elevem o nível de discernimento populacional, influencia negativamente nessa questão.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra é necessário que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação desenvolvam projetos de leitura e interpretação em escolas, para alunos do ensino fundamental e médio, esses projetos devem ser feitos por meio de gincanas de leitura nas próprias escolas com a participação de professores, como também, a divulgação do projeto nas redes sociais dos ministérios com a criação de uma “hashtag” que identificasse o mesmo, com