Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 28/08/2021

De acordo com o padre antônio vieira, “a boa educação é moeda de ouro. Em toda parte tem seu valor”. Tal citação faz alusão sobre a importância do ensino de qualidade para todos os indivíduos de uma sociedade. Porém, encontra-se percalços na educação: o analfabetismo funcional que assola grande parte da população. Dessa forma, faz-se necessário discutir que a ineficácia da escola juntamente com a existência do preconceito são empecilhos para resolução dessa problemática.

Em primeira instância, o problema tem como protagonista o processo de formação educacional. Nesse sentido, segundo o artigo 205 da constituição brasileira, promulgada em 1988, é responsabilidade do poder público garantir a educação para todos e deve apresentar uma boa infraestrutura, visando ensinar por completo o conhecimento geral. Entretanto, observa-se que que essa declaração não é concretizada, pois a falta de professores capacitados e a superficialidade da escola ao abordar a importância da leitura para interpretação de textos resulta em uma ineficiência no sistema de alfabetização. Com isso, a negligência da instituição no decorrer da educação cívica colabora para o aumento do analfabetismo funcional no país.

Outrossim, é cabível destacar que o preconceito vivido pelo indivíduo tem raízes históricas. Nesse aspecto, segundo o grande filósofo nietzch, a sociedade é guiada por um “espírito de rebanho”, no qual todos devem seguir o mesmo padrão-conseguir compreender textos, em que o diferente, isto é, aquele que não segue o rebanho, é considerado uma anomalia social. A partir disso, tal postulado filosófico do século passado ainda se realiza no meio social, explicando a persistência da discriminação. Por conseguinte, muitos indivíduos são alvos de bullying-no âmbito educacional, sofrem agressões físicas e/ou verbais, e, também, encontram dificuldade para ingressar no mercado profissional.

Portanto, indubitavelmente, alternativas são necessárias para reverter esse quadro. Para remediar esse paradigma, o ministério da educação deve formalizar mudanças na grade curricular escolar, por meio da capacitação de educadores na aérea de interpretação, com o objetivo de acrescentar aulas de compreensão textual duas vezes na semana, para que enfatize o ensino do contexto e não somente de apenas um significado, com a finalidade de disseminar esse conhecimento na comunidade escolar e na sociedade em geral,e, assim, erradicar esse preconceito. Além disso, o poder legislativo pode sancionar leis, de modo a tratar como crime hediondo qualquer tipo de discriminação, com o fito de diminuir a prática deste. Somente assim, tirando as pedras do caminho, construir aplicabilidade da carta magna de 88 e a diminuição do analfabetismo funcional no país.