Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 12/11/2020
Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão à realidade do Brasil, ainda que a internet tenha contribuído para o acesso as informações, ainda assim existem obstáculos a serem superados. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da falta de incentivo pela leitura, bem como a consolidação de mentes pouco reflexivas acaba por contribuir com a situação atual. Em primeira análise, é notório que a falta de incentivo pela leitura, tem por consequência desestimular o interesse pelo conhecimento. A princípio, um exemplo histórico, mas que permeia a realidade atual, foi a privatização da educação básica aos negros, durante o Período Colonial. Tanto que, segundo os dados do IBGE, o analfabetismo funcional é atualmente três vezes maior entre negros. Tendo em vista isso, é evidente o desprezo pelas instituições em garantir a formação intelectual do indivíduo. Sob um segundo enfoque, é notório que a escola deve desenvolver métodos que facilite o processo de aprendizagem, sendo fundamental a atuação de professores eficientes, a fim de lidar com os diferentes graus de conhecimento, uma vez que existe uma infinidade de pessoas que não compreendem o que leem, por exemplo, sendo o caso do analfabeto funcional. Em contrapartida, caso a instituição consolidar como falha, é inevitável a fragilidade do desenvolvimento crítico pessoal. Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, processos seletivos nas escolas, sendo administradas por governo, para que seja contratado professores qualificados, a fim de contribuir para a formação intelectual do aluno, priorizando o senso crítico e desenvolvimento pessoal. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta a perspectiva de um mundo melhor.