Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 17/11/2020
A Constituição de 1988 afirma que a educação é um direito de todos. Entretanto, o alto de índice de analfabetos funcionais demonstra que essa legislação está sendo desprezada, já que grande parte da população não desfruta de tal prerrogativa. Sendo assim a falta de políticas públicas educacionais que melhorem a educação de base transfigura-se nesse cenário. Logo, urgem ações adequadas para diminuição dos analfabetos funcionais do país.
Primeiramente, a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a décima terceira posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste reflete na quantidade gigantesca de analfabetos funcionais, em algum nível, já que de acordo com o IPM( Instituto Paulo Montenegro) apenas 8% dos brasileiros são considerados proficientes( capazes de compreender e elaborar textos de diferentes tipos).
Em segundo plano, percebe-se que o baixo poder aquisitivo de alguns brasileiros está entre as causas do problema, pois, conforme Paulo Freire, “se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”. De maneira análoga, percebe-se que a questão do aumento do número de analfabetos funcionais no país é em consequência da evasão escolar, haja vista que, boa parte das famílias vivem na miséria, sendo necessário desistir dos estudos para encarar um serviço informal. Desse modo, o impasse se alastrou, tornando-se imprescindível, antes de tudo, melhorar a qualidade de vida financeira da população.
Portanto, a fim de diminuir o numero de analfabetos funcionais no Brasil, o MEC deve priorizar o revigoramento das escolas, por meio de uma maior disponibilização de verbas, programas pedagógicos e treinamentos que promovam o desenvolvimento funcional do ambiente escolar e a valorização do pensamento crítico. Concomitantemente, a sociedade organizada precisa mitigar influência da pobreza, mediante a cobrança e a fiscalização de ações governamentais que viabilizem a ampliação dos programas sociais, como o Bolsa Escola, e a universalização da cidadania. O exercício do voto consciente, as manifestações públicas e o acompanhamento dos projetos de lei são formas democráticas de ajudar nesse sentido.