Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 17/11/2020
O filme ‘‘Escritores da liberdade’’, baseado em fatos reais, retrata os desafios da educação, em especial, numa turma, na qual presenciava-se um contexto socioeconômico problemático, no entanto, uma professora esperançosa, acreditou no potencial de seus alunos, com isso, conseguiu reverter o cenário de total desinteresse e despertar em seus alunos o amor pelos estudos. Paralelamente a isso, o analfabetismo funcional reforça uma sociedade desarmônica. Assim, a desigualdade social e a monotonia do ensino contribuem com tal conflito.
Em primeira análise, é evidente que a educação move o mundo e que a falta dela gera conflitos. Nesse sentido, a desigualdade social é fruto de uma sociedade escassa de recursos para mudar tal cenário. Vale ressaltar que o analfabetismo funcional é um grande desafio, hodiernamente, grande parcela da população não saber ler, escrever ou interpretar um texto básico, isto se deve ao fato de muitos brasileiros não terem acesso ao ensino básico de qualidade. Já dizia Immanuel Kant ‘‘O homem é aquilo que a educação faz dele’’, portanto, se não houver mudança, os problemas socioeconômicos atribuídos à limitação escolar continuarão promovendo a exclusão, o racismo e a intolerância.
Ademais, a monotonia do ensino é outro fator que contribui para o analfabetismo funcional. No filme citado, a professora buscou alternativas para o desenvolvimento de sua turma, com a utilização jogos educativos. Mas, antes de tudo, ela buscou entender a situação em que cada aluno vivia, para com isso, entender que o desinteresse e as dificuldades eram resultados do modo de vida de cada aluno. Nesse contexto, é importante citar que o analfabetismo funcional é um problema que precisa ser resolvido, inicialmente por sua raiz, sendo necessário entender todo o contexto histórico de um individuo, para assim, buscar maneiras variáveis de ensinar.
Diante do exposto, faz-se necessário medidas para fim do impasse. Logo, o Ministério da educação (MEC), juntamente com o governo federal, devem propor manutenção no ensino básico, sobretudo nas áreas mais carentes. Em primeiro lugar, fornecer maior investimento nas escolas, para que todos tenham acesso igualitário à educação de qualidade. Posterior a isso, promover a diversidade educacional, através de maneiras aleatórias para ensinar, buscando solucionar os problemas que inibem um aluno de melhorar seus rendimentos, como por exemplo, proporcionar em todas as escolas acesso ao psicólogo para acompanhamento e fornecimento de jogos educativos que despertam os alunos para o interesse escolar. Tais medidas farão com que as pessoas consigam enxergar a educação sob um ponto de vista precioso e acessível, valorizando-a. Espera-se com isso que a desigualdade se assole e que todos usufruam de uma sociedade harmônica.