Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 18/11/2020
No livro “Fahrenheit 451”, do autor norte-americano Ray Bradbury,é retrado um futuro distópico,no qual se tem o controle do ensino e conhecimento por parte dos governantes.Nesse sentido,todo e qualquer livro é queimado a fim de que a população permaneça inerte de informação e sabedoria.Fora da ficção,entretanto,apesar de que,no Brasil,a educação ocorra de forma democrática e,que muitas pessoas saibam ler e escrever,o crescimento de analfabetos funcionais é um fator alarmante para os dias atuais.Desse modo,faz-se profícuo pontuar as principais causas e consequências que colaboram para a manutenção desse óbice em meio à nação.
Em primeira análise,a falta de investimentos governamentais em aprimorar o sistema educacional para que jovens e adultos se sintam motivados em aprender,contribui para o aumento da problemática.Nesse víeis,consoante o pensamento do sociólogo Friedrich Hegel,o Estado deve garantir a proteção dos seus filhos.Entretando,isso não ocorre no cenário nacional,uma vez que os servidores públicos não investem,de fato,na qualidade do sistema pedagógico no território nacional, o que dificulta ainda mais a questão da aprendizagem.Dessa maneira,os alunos demonstram bem menos interesse em aprender e essa prerrogativa colabora para o aumento significativo da evasão escolar no país.
Por consequência,é possível observar que esse óbice reflete no ambiente empregatício atual,de modo que,devido a precariedade do ensino,torna-se ainda mais difícil obter funcionários especializados na sociedade brasileira.Nesse âmbito,segundo a pesquisa publicada em 2020 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 50% das empresas nacionais relatam enfrentar um desafio na contratação de funcionários qualificados para exercer tarefas mais importantes,o que evidencia o reflexo da precariedade instrutiva brasiliense.Logo,enquanto as as mazelas da educação se perpetuarem,o analfabetismo funcional ainda será um desafio a ser enfrentado.
Fica claro,portanto, que são necessários a construção de caminhos para reduzir essa adversidade.Dessa maneira,urge que o Ministério da Educação,em parcerias com instituições público-privadas ligadas a área da educação e do setor empresarial,deve criar mecanismos que motivem os alunos a estudarem,por meio de programas educacionais como por exemplo,o dia da leitura nas escolas para que,assim,essas pessoas consigam desenvolver o hábito da leitura e interpretação, com a finalidade de reduzir o analfabetismo funcional no país.Ademais,cabe a esses mesmo agentes,adotar medias de reinserção e qualificação dos indivíduos que evadiram-se das instituições educacionais para que esses possam ter capacitação e uma melhor chance no mercado de trabalho.