Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 19/11/2020

A Constituição Federal, em seu artigo 205, garante a educação como direito de todos e dever do Estado. Contudo, esse documento é ferido com os níveis de analfabetismo funcional, os quais impossibilitam a plena instrução. Desse modo, essa problemática é impulsionada pela falta de qualidade na educação e, consequente, por a ausência de hábitos leitores, devido a precariedade do sistema educacional brasileiro, e a evasão, que levam os alunos a desistirem da frequência escolar. Dessa forma, exigem-se medidas paliativas.

A princípio, é valido salientar da série “Segunda Chamada”, transmitida pela Rede Globo, a qual apresenta os desafios enfrentados pelo ensino público. De maneira análoga, a obra reflete o cenário educacional brasileiro, uma vez que ele sofre com os mesmos problemas, como a falta de docência dos professores, situação precária e ausência de interesse pelos alunos, que acentua os índices de leigos. Segundo o sociólogo Darcy Ribeiro, o corpo educacional atua com o Pacto de Mediocridade, o qual os professores fingem que ensinam e os alunos fingem que aprendem, mostrando como a junção desses fatores favorecem o aumento de analfabetos.

Outrossim, outros fatores que contribuem para a questão do analfabetismo funcional são a ausência de uma leitura cotidiana que, como comprova o Instituto Paulo Montenegro, os números de leitores mantém-se estagnados no país desde 2009, e evasão escolar, que é impulsionado, dentre vários fatores, pela defasagem da ensino no país, a qual obriga os discentes a abandonarem a escola devido problemas de aprendizados e infraestruturais. Consoante pesquisa do Ministério da Educação (MEC), em 2016, o principal responsável pelo aumento nos níveis de deseducação foi a evasão escolar, que evidencia o quão grave é a problemática.

Por conseguinte, compete ao Governo Federal, por meio de um programa de realocação de verbas, a aplicação de recursos financeiros para a melhoria do setor educacional, onde serão aplicados no aprimoramento e qualificação de professores, de materiais didáticos e na melhora da estrutura das escolas. Do mesmo modo, cabe ainda ao MEC, em parecia com a mídia, a divulgação de campanhas de incentivo à leitura, no rádio e na televisão, que informe sobre os malefícios da evasão escolar e como ela contribui para o analfabetismo. E só assim, com medidas graduais e progressivas, diminuir os números de analfabetos funcionais e fazer valer a Carta Magna de 1988.