Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 29/12/2020
Durante um período da República brasileira, apenas as pessoas alfabetizadas tinham direito ao voto, de modo a excluir a maior parte da população, que não possuía acesso à educação. Ao analisar a realidade atual, fica evidente que, apesar de muitos anos terem passado desde essa época, ainda há um número relevante de cidadãos que são analfabetos funcionais no Brasil, o que faz com que essa quantidade precise ser diminuída. Assim, é fundamental refletir sobre o porquê da alfabetização ser tão necessária para o país, além de uma grave consequência da falta desse fator para a população.
Em primeiro plano, a alfabetização e a educação são imprescindíveis para uma sociedade em desenvolvimento como a brasileira, pois, a partir delas, é possível resolucionar a maior parte dos problemas vingentes. Isso é possível, porque, ao se educar crianças e adolescentes principalmente, está educando-se os futuros detentores de poder e de ações modificadoras. Desse modo, isso está intimamente relacionado ao que o médico e escritor Dráuzio Varella afirmou no artigo “Violência Epidêmica”: que só será possível mudar a realidade da precária estrutura do Brasil por meio de investimentos na educação dos jovens, sobretudo dos de baixa renda. Logo, percebe-se a necessidade de mudar o quadro atual do analfabetismo funcional do país.
Como consequência da existência desse problema, a maior parte da população funcionalmente analfabeta tem seus direitos subtraídos sem nem mesmo saber. Isso ocorre de modo que essas pessoas - sejam jovens, sejam adultos e idosos - se tornam alheias à realidade circundante, assim como aos benefícios que lhes são assegurados por lei. Sendo assim, como o jornalista Gilberto Dimenstein pensou, elas se tornam “cidadãos de papel”, ou seja, as leis são eficientes na teoria, mas, na prática, elas não se efetivam, porque essa comunidade não se manifesta quando algo inconstitucional ocorre. Com essa perspectiva, nota-se como o analfabetismo funcional reflete negativamente na vida do indivíduo.
É necessário, portanto, uma medida para minimizar esse problema no Brasil. Assim, o Ministério da Educação, em parceria com aplicativos como o YouTube, deve planejar e realizar um projeto que disponibilize aulas gratuitas para jovens e adultos analfabetos funcionais. Isso deve acontecer mediante a utilização da internet como meio de propagação e a contratação de professores que já têm experiência nesse ramo, a fim de que pessoas de todo o país possam ter acesso a esse curso. Dessa forma, essas pessoas não se sentirão mais excluídas como ocorria no início da República brasileira.