Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 23/11/2020
Em 1979 foi lançado o álbum “The Wall”, criado pela aclamada banda britânica de rock “Pink Floyd”. Destacando-se por promover forte crítica social ao sistema de ensino vigente, a música “Another Brick in the Wall” expõe o modo ultrapassado e ineficaz de ensino (que reprime e desestimula os estudantes). Nesse sentido, o crescente número de analfabetos funcionais está associado a essa forma de educação obsoleta que não valoriza o ensino do cotidiano e, por sua vez, estagna o conhecimento dos alunos que não conseguem interpretar o mundo à sua volta. Dessa maneira, urge a necessidade de amenizar os efeitos da problemática.
Primeiramente, a estratégia de ensino no Brasil é defasado, dado que o conhecimento é, predominantemente, teórico, não ressaltando a importância da prática. Dessa maneira, os estudantes se sentem desmotivados e oprimidos, uma vez que não compreendem a razão do entendimento de determinado assunto. Nesse lógica, de acordo com a FGV, “40% dos jovens alegaram que apresentam desinteresse nos conteúdos ministrados em aula. Logo, dificulta a autoestima dos alunos e condicionam ao fracasso escolar”. À vista disso, tal controversa, é relacionado a péssima qualidade de ensino no Brasil, de tal maneira que a população não consegue adquirir esse direito humano. Sob essa óptica, segundo o filósofo Maquiavel, “Mesmo as leis mais bem ordenadas são impotentes diante dos costumes”. Assim, a máxima retrata a divergência entre a constituição e a falta de ética atuante nos governantes que optam pela corrupção em vez de investir na educação.
Por conseguinte, consoante ao educador Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco muda”. Dessa forma, o conceito estabelece os efeitos da má qualidade de ensino no Brasil. Destarte, segundo o IBOPE, 29% da população brasileira entre 15 e 64 anos são analfabetos funcionais. Nessa perspectiva, a concepção de Paulo Freire retrata o resultado do aumento da desigualdade social, já que os analfabetos não conseguem entrar no mercado de trabalho ou possuem empregos informais. Por isso, a sociedade e as próprias instituições de ensino se estagnam, como é exposto pelo “Pink Floyd” em 1979.
Portanto, é válido averiguar a inércia governamental. Para tanto, os governos devem administrar maior parte do PIB do Estado para o MEC, por meio de economistas que distribuirão o montante igualmente para cada município. Isto posto, as escolas poderão investir nos conteúdos das aulas e deixá-las mais interativas, por meio de projetos, passeios e distribuição de livros, para que instigue os alunos a terem interesse nas matérias. Desse jeito, o número de analfabetos funcionais irá diminuir, dado que os estudantes, tanto do ensino básico, como o ensino EJA, poderão interpretar o mundo ao seu redor.