Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 27/11/2020
A Constituição de 1988 declarou a educação pública fundamental e secundária como um direito universal de todos. Desde então, a quantidade crescente de matrículas em escolas nas últimas décadas provocou a queda do analfabetismo. No entanto, o Brasil enfrenta um problema social referente ao ensino: o analfabetismo funcional - dificuldade de compreender textos simples e realizar operações matemáticas mais elaboradas. Nesse sentido, para reduzir o impasse é necessário melhorar a qualidade educacional e discutir sobre a negligência estatal.
Primeiramente, a falta de investimento em setores básicos à educação, provoca o sucateamento do ensino público e, consequentemente, a formação dos estudantes. Destaca-se, uma das falas do filósofo Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Conforme a frase, e na atualidade, a educação não tem um papel eficiente nos setores mais básicos, como a falta de bibliotecas públicas disponíveis para todos e professores especializados para ensinarem aos analfabetos funcionais, deixando o homem sem a educação necessária para o seu viver.
Além disso, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de decisões perante a esse empecilho. Haja vista, que a culpa não é dos indivíduos, já que não há bibliotecas de fácil acesso a todos, nem mesmo a ajuda profissional, que na hora da diferenciação de um aluno com dificuldades no aprendizado, ficam a alicerce dos professores sem conhecimentos para cuidarem do caso. Logo, note-se que o Estado se comporta como uma “Instituição Zumbi”, segundo Zygmunt Bauman, à proporção que demonstra ociosidade mediante sua função social de garantia um direito fundamental de cidadania.
Portanto, é importante enxergarmos que podemos mudar a situação do analfabetismo funcional no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação fazer uma melhora na questão educacional, por meio de modificações no processo de leitura e escrita. A modificação trará melhores equipamentos para o ensino, e também professores capacitados para trabalharem com as atividades de leitura e interpretação de textos, para que esses hábitos sejam feitos de maneira mais produtiva. Só assim, tratando causas e minimizando efeitos, o ser humano será melhor - de acordo com Kant - com a intervenção e o pleno resultado através da educação.