Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 30/11/2020

A constituição Federal de 1988 abona a todos os indivíduos o direito à educação. No entanto, o analfabetismo funcional no Brasil, evidencia que tal direito é deturpado. Dessa forma, nota-se que o analfabetismo funcional tem raízes martirizadas no país, devido a inópia de conhecimento sobre o assunto, como também o ensino sucateado.

Mormente, é axiomático que a falta de conhecimento sobre o iletrado funcional é uma adversidade, visto que é uma temática pouco abordada, sendo notório o analfabetismo absoluto em que a pessoa sabe ler e nem escrever. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir conforme aprender a conhecer o contexto em que está inserido. Nesse viés, é preciso compreender que os analfabetos funcionais, embora sejam cidadãos letrados, são incapazes de interpretar textos, assim, reconhecendo o contexto que estão inseridos e podendo buscar auxilio.

Além disso, o ensino sucateado desenvolve a leitura e a escritas nas escolas, mas não abrange a capacidade de interpretação e raciocínio lógico. De acordo com o pedagogo brasileiro Paulo Freire," se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda". Desse modo, se a educação continuar degenerada, a sociedade permanecerá estagnada, sucedendo em mais desigualdade social.

Em suma, é indubitavelmente que o analfabetismo funcional é uma problemática. Portanto, é imprescindível que o Ministério da Educação incentive os alunos a ler mais, inserindo mais livros nas bibliotecas das escolas da rede pública, para que possam desenvolver a interpretação através da leitura eventual, a fim de garantir o direito de educação proposto na constituição.