Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 30/11/2020
A Revolução Técnico-Científico-Informacional trouxe consigo a maior valorização e amplificação do acesso à educação, bem como da alfabetização nos anos iniciais. No entanto, o analfabetismo ainda é uma mazela persistente no Brasil, sendo necessária a busca de caminhos capazes de resolverem tal questão. Esse contexto, motivado pela trajetória de formação brasileira, encontra sua perpetuação na insuficiência governamental ao tentar mitigar tal panorama.
A princípio, deve-se destacar o caminho percorrido para que o analfabetismo ainda seja uma adversidade no século XXI. O Brasil, no início de sua colonização, salvava o direito de alfabetização apenas a uma parcela ínfima da sociedade: a elite, em sua maior parte masculina. Desse modo, mesmo ao se tratar de um país diversificado e miscigenado, a massa populacional restante teve grande parte de seus direitos conquistados tardiamente, a exemplo do acesso ao ensino. Como consequência, segundo o IBGE, existem aproximadamente 11,3 milhões de analfabetos em território nacional, frutos da falta de priorização educacional, advinda de sua construção social, econômica e cultural.
Outrossim, reconhecer a gravidade do problema torna-se crucial, assim como avaliar os trajetos para sua solução. Sob esse viés, apesar da existência de projetos como o Plano Nacional de Educação, sua eficácia converte-se em uma ação diminuta ao compararem-se os resultados educacionais brasileiros. Dessa forma, indo ao encontro do ideário de Thomas Hobbes - filósofo contratualista -, o Estado recebe o papel de garantir o bem-estar social a todos os cidadãos, nesse caso, o direito a alfabetização. No entanto, embora atribuição seja visível, o que se faz presente na realidade é o descaso com instituições educacionais, o que corrobora com a conservação do alfabetismo no Brasil e inviabiliza seu progresso.
Destarte, é imprescindível a criação de medidas mais eficazes para a solução da conjuntura. Portanto, cabe ao governo federal - entidade responsável pela manutenção das leis -, disponibilizar maior quantidade orçamentária ao Ministério da Educação. Este, por sua vez, será encarregado de direcionar tal verba à manutenção e estruturação das instituições educacionais, com objetivo de qualificar a educação básica, de modo a incentivar a permanência e persistência dos estudantes, resultando na redução da formação de analfabetos. Com essas medidas, será possível que o país viva verdadeiramente era da informação presente no século XXI, garantindo educação a todos os indivíduos.