Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 30/11/2020
O filósofo alemão Immanuel Kant, defende que o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele, desse modo, é possível inferir a relevância da educação no desenvolvimento social do ser humano. Atualmente, o Brasil está superando o analfabetismo, entretanto, muitos indivíduos ainda são incapazes de entender pequenas frases, mesmo com contato direto à redes sociais repletas de textos informais. Nessa perspectiva, surge o debate relacionado ao analfabetismo funcional no Brasil devido a dois fatores: um sistema de aprendizagem deficiente e a lenta mudança da mentalidade social.
Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para democratizar o acesso de pessoas adultas e idosas à escola no país. Essa lógica é comprovada pelo papel passivo que o Ministério da Educação exerceu nas 5 últimas décadas na administração do país, e que, atualmente, não investe na reinserção desse grupo prejudicado no passado. Desse modo, com a falta de investimentos nessa área, associada à falta de recursos financeiros, leva inúmeras pessoas analfabetas funcionais a não terem oportunidade de voltar aos estudos. Desse modo, o Estado atua como agente perpetuador do processo de exclusão da população mais velha analfabeta. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Outro ponto importante é que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Conforme o filósofo grego Aristóteles, a poética deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na dentro da sociedade. Analogamente, é possível perceber que, no Brasil, o preconceito contra pessoas analfabetas rompe essa harmonia; haja vista que, embora esteja previsto na Constituição o princípio da isonomia, no qual todos devem ser tratados igualmente, muitos cidadãos se utilizam da inferioridade educacional para externar ofensas e excluir socialmente pessoas que não sabem ler.
Logo, medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, portanto, a criação de oficinas educativas, pelas prefeituras, visando à elucidação das massas sobre a marginalização da educação básica, por meio de palestras de sociólogos que orientem a inserção social e escolar desses sujeitos. Ademais, é vital a capacitação dos professores e dos pedagogos, pelo Ministério da Educação, com a finalidade de instruir sobre as necessidades de tal grupo, utilizando cursos e métodos para acolher essas pessoas e incentivar a sua continuidade nas escolas, a fim de diminuir a taxa de analfabetismo no Brasil. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora das condições educacionais e sociais desse grupo.