Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 05/01/2021
Segundo o pedagogo Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Nesse viés, nota-se na sociedade atual, a baixa qualificação do ensino público brasileiro e com o subsequente analfabetismo funcional, reflexo da construção sociocultural e da ineficácia de políticas públicas. Desse modo, é necessário a discussão sobre as alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil.
Em primeira análise, cabe salientar a formação da sociedade contemporânea como causa do imbróglio em questão. Nesse sentido, segundo Jonh Locke em sua tese da tábula rasa, todas as pessoas nascem sem conhecimento algum, com efeito todo o processo do conhecer, do saber e do agir é aprendido através da experiência. Nessa perspectiva, pode se relacionar o pensamento aos desafios enfrentados na educação brasileira, o que por conta da falta de motivação dos professores e a evasão escolar ocasiona o avanço do analfabetismo funcional. Tal conjuntura reflete-se na dificuldade de inserção no mercado de trabalho e na alienação em massa.
Em sagunda análise, vale ressaltar que a ausência de medidas governamentais é um fator contribuinte para a continuação do problema vigente. Nesse contexto, o Artigo 6º da Constituição Federal Brasileira promulgada em 1988, prevê o acesso aos direitos sociais, dentre eles, a educação. Porém, nota-se a inaplicabilidade desse direito, visto que há uma precariedade no ensino público e falta de infraestrutura, impossibilitando assim o nível de aprendizagem. De fato, é necessário o desenvolvimento de políticas públicas para solucionar essa problemática da sociedade atual.
Urge, portanto, a necessidade de que a Escola - agente responsável pela educação formal - promova projetos para o desenvolvimento da leitura, por intermédio de saraus e debates, com o intuito de desenvolver o hábito da leitura e o senso crítico. Além disso, é de suma importância que o Estado faça investimentos nas escolas e em projetos como o EJA Educação para Jovens e Adultos, a fim de melhorar as condições de ensino e consequentemente reduzir o número de analfabetas funcionais no Brasil.