Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 07/12/2020
De acordo com o Artigo 3º, Inciso II, é objetivo da República Federativa do Brasil garantir o desenvolvimento nacional. No entanto, quando se observa o aumento do analfabetismo funcional no Brasil, percebe-se que essa determinação não está sendo efetivada, seja pela falta de estímulos que estudantes têm no desenvolvimento de habilidades, competências de leitura, e uma certa defasagem para compreender a funcionalidade dos textos, seja pela falta de interesse governamental. Logo, faz-se importante uma análise dessa problemática com mais afinco.
Conforme Norberto Bobbio, filósofo italiano, a dignidade humana é uma virtude pertencente ao ser humano e, por isso, o direito ao respeito e à consideração lhe é cabível por parte do Estado. Porém, é evidente que o poder político se faz ausente como executor de direitos fundamentais, uma vez que este não consolida políticas voltadas ao ensino obrigatório de redações e interpretação textual nas escolas. Como consequência, a vida acadêmica e, posteriormente, a profissional poderá ser prejudicada, uma vez que esses estilos de vida exigem um domínio maior na interpretação de textos básicos do dia a dia. É preciso portanto, um novo posicionamento das autoridades diante do problema.
Além disso, é importante compreender o efeito do desinteresse e falta de investimentos governamentais na problemática. Segundo uma pesquisa realizada em novembro de 2016, a maior parte da população brasileira entre 15 e 64 anos sabe ler e escrever, contudo, tem imensa dificuldade de interpretar textos. Assim, nota-se que dessa forma, fica mais difícil para essas pessoas ingressarem no mercado de trabalho, já que não possuem a capacidade de compreender um simples texto. Com isso, é fato que esse fator atrasa a realização do Artigo 3º e, por isso, medidas públicas devem ser formuladas para a alteração do cenário vigente.
A erradicação do analfabetismo funcional, portanto, ocorrerá após mudanças na educação brasileira com a atuação social e política. Dessa maneira, é necessário que o Estado, no papel do Ministério da Educação e Cultura, aumente os investimentos públicos na educação, melhorando a infraestrutura das bibliotecas e escolas, e principalmente, deixe a cargo do professor avaliar a capacitação do aluno. Com essas ações, antentar-se-ão os efeitos gerados pelo analfabetismo funcional, e o objetivo da República Federativa do Brasil será alcançado.