Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 03/12/2020
O analfabetismo funcional se define como a incapacidade de leitura e interpretação de textos considerados simples. No Brasil, de acordo com um estudo divulgado em 2018 pela empresa IBOPE Inteligência, 29% dos brasileiros de 15 a 64 anos são considerados analfabetos funcionais. Dessa forma, há a configuração de um grave problema social que deve ser discutido na perspectiva de suas causas, consequências e busca de soluções.
Em primeira análise, o Artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura que todos tenham direito à instrução. Contudo, no Brasil é grande o número de escolas que não possuem estrutura adequada para oferecer educação de qualidade aos seus alunos, com salas de aula lotadas e professores mal remunerados. Nessa situação, os estudantes acabam por se desinteressar pelos estudos e assim podem se tornar analfabetos funcionais.
É válido destacar também as consequências desse problema. Segundo uma notícia do jornal “O Tempo”, os analfabetos funcionais podem contribuir para a disseminação de notícias falsas. Essa situação retratada pelo jornal acontece porque esses indivíduos não possuem capacidade de interpretação e senso crítico para avaliar se a informação que recebe é verdadeira. Dessa maneira essas pessoas podem contribuir para espalhar a desinformação.
Mediante o exposto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação deve implementar projetos para melhorar a qualidade de ensino nas escolas e reduzir o analfabetismo funcional, por meio de investimentos. A medida será constituída pela identificação das escolas que necessitem de aprimoramento e a aplicação de investimentos para melhorar sua estrutura. Dessa forma, pretende-se reduzir o analfabetismo funcional no Brasil.