Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 02/12/2020
Na obra “A Ilha”, do escritor inglês Aldous Huxley, é retratada uma sociedade perfeita chamada Pala, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade vigente é o inverso do que o autor predica, uma vez que a nítida concentração de pessoas analfabetas no Brasil - quanto ao eixo socioeducacional - apresenta impasses, os quais dificultam a concretização dos propósitos de Huxley. Assim, esse painel adverso é fruto tanto do pouco fomento ativo de ordens públicas quanto do descaso da população. Diante disso, torna-se essencial a discussão desses aspectos a fim do pleno desempenho da sociedade.
Primordialmente, é crucial pontuar que o posicionamento ausente na logística do analfabetismo deriva da atuação declinada dos departamentos governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que refreiem tais recorrências. Segundo o político teórico Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, contudo, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de posicionamento ativo das autoridades, vê-se ineficazes planos educacionais no setor escolar que não promovem atividades mobilizadoras e que não auxiliam, principalmente, as pessoas de baixa renda. Desse modo, faz-se mister a reorganização dessa postura estatal de forma premente.
Outrossim, é imperativo salientar o posicionamento irregular da população como propulsor do problema. De acordo com Comte, pioneiro da sociologia, a sociedade é um corpo doente munido de funções. Partindo desse pressuposto, percebe-se que é vital a necessidade de promoção ao respeito, relativo ao meio vivido do analfabeto. Pois, tudo isso remancha a resolução do encalhe, visto que não há um programa socioeducativo com direções mais severas de implementação, avaliando estatísticas estaduais e desenvolvendo pesquisas de mapeamento desses estudantes, o que contribui para a perpetuação desse panorama lesivo.
Portanto, medidas viáveis são fundamentais para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessa forma, com o intuito de atenuar os gargalos da questão analfabeta, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione o capital que, por intermédio do Estado, será revertido em propostas e ações inovantes - como a recolha de estilos de aprendizagem - em comunidades, por meio de atos que viabilizem o atendimento aplicado às classes sociais mais carentes diante de projetos dinâmicos e motivadores que respeitem a realidade de cada indivíduo. Logo, mitigar-se-á o impacto nocivo da questão e a coletividade alcançará, finalmente, a utopia de Pala.