Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 04/12/2020
“O ser humano é aquilo que a educação faz”, já dizia o grande filósofo Immanuel Kant, que em suas análises concluiu que a educação é de suma importância para o desenvolvimento do ser. Entretanto, esse pensamento não vem sendo seguido, pelas altas taxas de analfabetismo funcional no Brasil. Isso é um reflexo do ensino inadequado nas escolas, para crianças com déficit de aprendizado e tornando-se, futuramente, em adultos deficientes em interpretação e compreensão de textos.
Em uma primeira análise, as crianças com déficit de aprendizado podem desenvolver o analfabetismo funcional. Na fase juvenil, a partir dos 10 anos, os alunos entram no Ensino Fundamental II com uma perspectiva diferente com a visão de ensino que será proposto. Quando não há uma adaptação da criança ao novo estilo de ensino, acabam sendo prejudicadas e sujeitas a queda no desenvolvimento intelectual. Assim, criando barreiras para o aprendizado e desenvolvendo o analfabetismo.
Nesse contexto, quando adultas, essas crianças desenvolvem uma deficiência na interpretação e compreensão de textos. Em 2018, o Inaf (Indicador de analfabetismo funcional) divulgou um relatório que cerca de 29% de adultos brasileiros são analfabetos funcionais. Ou seja, 3 a cada 10 pessoas não conseguem interpretar corretamente um texto ou realizar operações matemáticas por completo. Esses dados são mais agravantes quando comparados aos casos de fake news, são pessoas que compartilham notícias falsas por não conseguirem discernir se a notícia é verdadeira ou não.
Nota-se que crianças na sua juventude podem desenvolver déficit no intelecto por não haver ensino adequado, prejudicando o seu futuro tornando-se adultos com analfabetismo funcional. Portanto, medidas como a especialização de professores para trazerem formas alternativas para o aprendizado do aluno, como relacionar a disciplina com o cotidiano, promovido pelo MEC com o apoio do Poder Executivo financiando essa ação. Então, diminuindo os casos de analfabetismo funcionais na infância e, consequentemente, na fase adulta. Valorizando a importância da educação para o desenvolvimento do ser, assim como Immanuel Kant afirmou.