Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 04/12/2020

“Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê”, a frase do escritor Monteiro Lobato expressa a necessidade de uma boa leitura e de um bom entendimento do mundo a nossa volta. Infelizmente, no contexto atual, os baixos investimentos em educação e o descaso governamental em relação ao incentivo à leitura fora do âmbito escolar, corroboram para que o analfabetismo funcional seja fonte de desinformação no Brasil. Diante do exposto, refletir e analisar as causas da problemática se fazem necessárias no cenário atual.

Primeiramente, cabe salientar que o analfabetismo funcional é, frequentemente, facilitado pela má qualidade de ensino, a qual é demonstrado pela dificuldade das pessoas em interpretar textos simples e cálculos matemáticos básicos. Nesse sentido, a falta de incentivo a leitura fora do âmbito escolar e os métodos didáticos ultrapassados, são entraves que dificultam o aprendizado. Desse modo, o enfoque na modernização desse importante setor é uma alternativa para atenuar a insuficiência educacional.

Nesse viés, a falta de investimento no setor educacional propulsiona indivíduos mais suscetíveis a desinformação. Nesse contexto, uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) revelou que a dificuldade de interpretação de iletrados funcionais facilita a propagação de “fake news”. Diante disso, a tecnologia que deveria estar sendo usada como meio de inclusão, acaba tornando os usuários mais vulneráveis a golpes e notícias falsas. Assim, fica claro como o ensino de má qualidade pode impactar em vários setores da vida da população brasileira.

Infere-se, portanto, que o analfabetismo funcional é uma problemática a ser solucionada. Sendo assim, fica a cargo do Governo Federal - instância responsável pelas políticas públicas no Brasil – a atualização e inovação do modelo de ensino vigente no país, buscando abranger toda a população, a fim de incentivar o hábito de leitura e a boa interpretação de textos. Além disso, instituições de ensino em conjunto com a mídia, devem promover palestras sobre os malefícios das “fake news” e como isso impacta na vida de toda à comunidade. Dessa maneira, a frase de Monteiro Lobato não será uma realidade brasileira.