Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 05/12/2020
Desde a criação da escrita, na Mesopotâmia, as relações de comunicação passaram por um dos seus primeiros processos de evolução, necessitando que todos os seres humanos tivessem acesso a esse conhecimento para efetivar o novo método comunicativo. Na contemporaneidade, a carência de alfabetização permaneceu, de maneira mais intensa, visto que com o advento da internet, as relações de comunicação por textos ficaram mais expressivas, sendo indispensável o conhecimento diante da escrita e da leitura. Contudo, a questão do alto índice de analfabetismo funcional no Brasil ainda persiste, fato que gera diversos prejuízos para a população, fazendo-se necessário uma discussão acerca das causas e das consequências do analfabetismo na sociedade brasileira.
A priori, segundo a Constituição Federal de 1988, o Estado deve garantir todos os direitos fundamentais para a população, sobretudo, a educação. Entretanto, o sistema educacional brasileiro está extremamente sucateado, gerando defasagens e falta de acesso ao conhecimento para a população. Com isso, é coerente dizer que o descaso governamental é uma das causas do analfabetismo no Brasil, visto que as esferas sociais que não tem recursos para arcar com uma educação de qualidade são as que mais sofrem com o desamparo educacional e com o analfabetismo, resultando em diversos problemas a longo prazo. Diante disso, fica explícita a necessidade de suporte e investimentos governamentais na educação brasileira.
Ademais, a alfabetização é um dos requisitos mínimos para a inserção do individuo no mercado de trabalho. Sob esse viés, é importante ressaltar que a parcela da população que sofre com esse déficit educacional estará em uma posição de difícil acesso trabalhista, já que a formação é indispensável para conseguir um bom emprego. Além disso, de acordo com uma pesquisa da rádio Jovem Pan, cerca de 80% da população analfabeta é de classe econômica baixa, demonstrando a impossibilidade de evolução econômica e ascensão social, já que o mercado de trabalho está ainda mais retraído para pessoas sem formação, evidenciando uma consequência a longo prazo da falta de alfabetização.
Portanto, é inegável dizer que a questão do analfabetismo no Brasil deve ser combatida imediatamente. A resolução dessa problemática é responsabilidade do governo, órgão responsável por garantir os direitos constitucionais, seja investindo economicamente na educação de base, seja criando programas de alfabetização efetivos para a população mais velha por meio de um planejamento com o Ministério da Educação, a fim de diminuir drasticamente o índice de analfabetismo no Brasil e, possivelmente, cessar com essa problemática. Afinal, em um país democrático, todos devem ter os direitos garantidos.