Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 05/12/2020

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 6º, garante pelo Estado o direito a educação. Contudo, ao se analisar o cenário atual de analfabetismo funcional no Brasil, note-se que tal direito não vem se efetivando de forma íntegra, o que faz necessário a tomada de ações para solucionar tal problema. Assim, é preciso entender qual o papel do governo em relação a essa problemática, bem como as consequências sociais a essas pessoas.

Em primeiro plano, vale ressaltar que a negligência estatal é um fator agravante. De acordo com o filósofo John Rawls, é papel governamental prover direitos essenciais aos proprietários, a exemplo da educação. Entretanto, o alto contingente de pessoas que se obtêm alocadas nesse dificultoso quadro de formação, demonstração que o Estado peca em suprir a sociedade com instrução de educação de qualidade, pois como elucidado pelo jornal “O Tempo”, cerca de 30% da população se enquadra como analfabeto funcional. Logo, é indubitável que, por se tratar da formação intelectual da sociedade como um todo, é imprescindível a execução de planos para reverter tal panorama.

Ademais, os efeitos desse problema no indivíduo se irradiam tanto na área social como pessoal. Nesse sentido, a pesquisadora Fernanda Cury afirma que as pessoas analfabetas, por não terem capacidade de analisar criticamente, acabam sendo suscetíveis a serem enganadas. Sob tal ótica, essa parcela, por não conseguir analisar a forma mais criteriosa as informações que os são expostas, muitas vezes, acreditando na veracidade da notícia, tonam-se compartilhadores de fake news em redes sociais, o que propicia um ambiente nocivo e conflituoso. Além disso, a falta de interpretação que deseja se desdobra na prática de tarefas do cotidiano, como fazer cálculos de compras ou escrever textos simples, o que diretamente não está bem-estar e vivência no dia a dia sujeito.

Diante do exposto, é evidente que o analfabetismo funcional é um entrave que precisa ser solucionado. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação - órgão responsável pela educação nacional -, por meio de políticas públicas e instituições de ensino, implementar programas assistencialistas a pessoas que desejam sua formação acadêmica básica defasada, a exemplo de aulas contraturnos de interpretação de mídia escritas , como jornais e revistas, com o fito de fomentar uma sociedade mais instruída e crítica. Com tais medidas, será possível mitigar o cenário atual, efetivando a Carta Magna Vigente.