Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 05/12/2020
O Brasil é considerado um país populoso e com grandes taxas de alfabetização básica, voltadas para a leitura e escrita. Entretanto, apesar da formação acadêmica ser efetivada, muitos brasileiros não conseguem interpretar as situações cotidianas na compreensão de textos, análise de decisões políticas e outras situações que remetem senso crítico. Isso ocorre devido a falta de incentivos à priorização da filosofia e ciência, e a superficialidade do ensino, que não apresenta engajamentos para a melhoria da formação crítica dos cidadãos do futuro.
Em primeira análise, segundo Pitágoras a palavra filosofia significa ‘‘amor a sabedoria’’, e essa vertente foi a fundadora de todas as outras ciências, pois investiga não somente o homem, mas o mundo que está ao seu redor. Com isso, ter conhecimentos filosóficos na grade escolar, implica na formação de cidadãos pensantes e capazes de decidir coerentemente o que desejam para a nação. No entanto, em abril de 2019 o presidente Jair Bolsonaro se pronunciou no Twitter afirmando que o Ministério da Educação e Cultura (MEC), estuda ’’ descentralizar ’’ investimento em cursos de filosofia e sociologia. Segundo ele, o motivo seria usar o orçamento do Governo Federal para ‘’leitura, escrita e fazer conta’’. Porém, isso fere as diretrizes dos direitos humanos e implica na sustentação de uma sociedade alienada que serve apenas como ’’ massa de manobra’’ para efeitos financeiros e lucrativos.
Em segunda análise, a ausência de políticas de incentivo ao aprofundamento do conhecimento pelas instituições educativas, separa o Brasil de outros países desenvolvidos. Segundo o palestrante Mário Sérgio Cortella, a compreensão e o entendimento são construídos gradativamente, desde a infância até o mercado de trabalho. Logo, além de saber ler e escrever superficialmente, o individuo necessita interpretar para deixar de ser reconhecido como analfabeto funcional e passar a ser cidadão pensante. Ademais, além das escolas, as famílias também são responsáveis pela formação critica dos indivíduos e devem desempenhar papel importante na influência do ensino, não somente para obter um diploma, mas também pela formação crítica.
Portanto, medidas são necessárias para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil. O Governo Federal junto com o Ministério da Educação e Cultura devem investir no ensino das ciências humanas por meio da contratação de professores de filosofia, história e sociologia capacitados e empenhados com o desenvolvimento da formação critica do cidadão. Ademais, promover palestras em escolas a respeito da importância do conhecimento através de sarais de leitura e debates sobre a sociedade a fim de desenvolver o cognitivo dos jovens brasileiros e prepará-los para o mercado de trabalho de modo eficiente. Somente assim, torna-se possível erradicar a alienação educacional no Brasil.