Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 06/12/2020
A sociedade evoluiu drasticamente ao longo dos anos, porém ainda persiste aqueles com dificuldades na interpretação da escrita. Embora o ser humano tenha deixado de lado os costumes arcaicos, por exemplo a comunicação via desenhos, no Brasil é notável a quantidade de indivíduos analfabetos funcionais. O sistema educacional brasileiro possui falhas, tanto nos métodos de ensino, causando o desinteresse do aluno em estudar, quanto em sua estrutura, não desenvolvendo projetos escolares. Nesse viés, muitos indivíduos acabam sendo prejudicados devido à essa má organização educacional, gerando transtornos para sua vida social.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar como a maneira de ensino realizada pelas escolas brasileiras pode acarretar falta de entusiasmo no estudante, ocasionando o analfabetismo. Nesse sentido, é pertinente trazer o discurso do economista Arthur Lewis, o qual disse que a educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno. Porém, isso não se reflete na educação do Brasil. Assim sendo, muitos alunos são limitados ao ingressarem no meio escolar, rejeitam sua criatividade e ignoram a matéria em que eles se destacam, os obrigando a estudar algo “chato”, suscitando na ausência de interesse do aprendiz. Dessa forma, acabam indo à escola a força, sem querer aprender, aumentando ainda mais os números de pessoas analfabetas funcionais na sociedade.
Em segundo lugar, vale salientar a falta de uma boa estrutura nas redes de ensino. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, porém não se pode confirmar isso no Brasil. Sob esse prisma, percebe-se que muitas escolas públicas do país não tem organização no tocante à garantia do ensino básico. Nesse sentido, devido à má gestão educacional, deixam de realizar projetos para seus estudantes, não focando na capacitação ao sair do colégio. Ademais, agem de maneira negligente, tendo como ideia passar os alunos de ano somente para acabarem os estudos o mais rápido possível, o que traz a falsa ideia de “não iremos prende-los nas escolas pro resto da vida”. Dessa forma, consequentemente criam seres desprovidos de inteligência, na qual não conseguem nem mesmo criar frases no cotidiano.
Torna-se, evidente, portanto que são necessárias medidas capazes de cessar essas adversidades. Para isso, cabe ao Ministério da Educação reformar os métodos de ensino, por meio de uma reunião entre as secretarias, a fim de que os alunos foquem naquilo interessante para eles e explorar ao máximo o potencial de cada um. Além disso, é preciso que as Instituições Escolares realizem projetos de leitura nas escolas, com o intuito de formar indivíduos com o básico da escrita. Ao realizar tais intervenções, certamente terá uma grande redução nos casos de analfabetismo funcional no Brasil.