Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 21/12/2020

Consoante dados do Jornal O Tempo, mais de dois, a cada dez brasileiros, são analfabetos funcionais - incapacidade de compreender um texto -, assim, surge a problemática de alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil à realidade do país. Por conseguinte, tal sentença mostra os aspetos negativos à sociedade, dessa feita, é imperativa a ampliação de ações para mitigar tal impasse. Além disso, é relevante abordar tanto a precariedade no ensino, quanto a alienação.

Em primeira análise, cabe ressaltar a má qualidade do Ensino Básico e suas consequências ao desenvolvimento educacional. Exemplo disso é visto no curta-metragem ‘‘Meu amigo Nietzsche’’, de Fáuston Silva, o qual retrata a personagem Lucas, garoto pobre e migrante, que, após receber o conselho de ler tudo em sua volta para melhorar no colégio, encontra um livro no lixão, e, embora sinta dificuldade, desbrava-o com toda força. Paralelo à ficção, na vida real, o analfabetismo funcional permeia o cotidiano da população, como exemplifica os dados do Jornal da Record, em que pouco mais da metade de pessoas entre 15 e 64 anos sabem ler e escrever, sem dificuldades. Assim, nota-se que o ensino primário não está suprindo a necessidade educativa do povo, visto que este é a base, deixando-os inaptos à tarefas, como a leitura, sendo necessárias medidas para atenuar esse fato.

Em segundo plano, a alienação corrobora para a proliferação de fake news. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o Esclarecimento é a saída do homem de seu estado de menoridade - intelectual - para o de maioridade - autossuficiência-, mas, esta libertação era improvável devido à preguiça e a covardia presente no ser humano. Seguindo esse raciocínio, o comodismo proporcionado pela facilidade no uso das redes sociais pelos supracitados, como o envio de áudios, coloca-os cada vez mais no mundo digital, que, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), são mais de 70% ativos. Por consequência, essa facilidade deixa-os suscetíveis à informações inverídicas, as quais, sem análise correta, são repassadas gerando notícias falsas. Logo, ações para mudar essa situação são essenciais.

Evidencia-se, portanto, que há entraves quanto à educação dos brasileiros, tendo o frágil ensino, mas também a alienação como precursores. Dessarte, urge ao Ministério da Educação a implementação de melhorias na grade curricular - como aulas complementares -, por meio de aulas de reforço para leitura e interpretação textual, a fim de aprofundar o ensino primário, minimizando os déficits de sua ausência na vida dos estudantes. Ademais, as redes sociais devem identificar notícias falsas, através de filtros de verificação, para bloquear fake news do público, evitando sua propagação. Dessa forma, reduzir-se-á o número de analfabetos funcionais no Brasil.