Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 10/12/2020

Segundo o escritor brasileiro Carlos Drummond de Andrade: “As leis não bastam, lírios não nascem das flores”. De forma análoga, embora o direito a Constituição Federal de 1988 declare a educação como um bem à vida e cidadania, o analfabetismo funcional ainda é um problema ao Brasil do século XXI, se fazendo necessário alternativas para a redução deste impasse no Brasil. Tal conjuntura evidencia-se, por meio da superação da evasão escolar e ainda, o firmamento absoluto dos direitos destinados à educação. Desse modo, é preciso haver ações reparadoras para a resolução deste mal.

Em primeira análise, é importante pontuar que a evasão é uma realidade brasileira, geradora de prejuízo na proficiência em leitura e escrita do povo. Historicamente, durante a Revolução Industrial os menores eram massivamente utilizados como mão de obra, afastando- os da educação. Entretanto, embora já exista direitos afirmados no Brasil atual, ainda assim, a evasão se faz presente, amostra na reportagem da revista ISTOÉ afirma, apenas 43% da população acima de 25 anos têm o ensino médio completo, ou seja, é alto o prejuízo educacional acarretando também, o analfabetismo funcional. Logo, é nítido a necessidade de maiores presenças das escolas no papel social.

Em segunda análise, vê-se o exemplo anterior de Drummond, no qual ele cita a ineficácia das leis se estas não forem acompanhadas de ações que as tornem concretas em sociedade, e anule os danos causados pela não afirmação da educação, sobretudo de qualidade. Isso porque, a Constituição Federal de 1988 – norma maior da hierarquia judicial do país- assegura no seu 205º Artigo, o dever do estado e sociedade em afirmar a educação à todos. No entanto, o Brasil ocupa o 53º lugar em educação, entre 65 países avaliados pelo PISA. Desse modo, é perceptível o não firmamento dos direitos inerentes a cidadania.

Com isso, fica claro a necessidade de alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil. Portanto, o Ministério da Educação em conjuntura com o Ministério da cidadania devem propor palestras, projetos, pesquisas e campanhas publicitárias esclarecedoras aos alunos de todas as idades, equipes pedagógicas e a toda comunidade, afim de aniquilar o alto índice da evasão escolar no país. Como também, a participação das instituições privadas com o estado, objetivando o levantamento de capital para propor um amplo acesso a educação qualificada em todo o Brasil. Dessa forma, a sociedade estará sendo amparada em seus direitos e com isso, a cidadania será uma realidade.